Unesco lamenta homicídio de jornalista mexicano Javier Valdez

Paris, 16 Mai 2017 (AFP) - A diretora-geral da Unesco condenou nesta terça-feira o assassinato do jornalista mexicano Javier Valdez, e pediu uma "investigação minuciosa" para que os responsáveis pelo homicídio sejam castigados.

O jornalista, que trabalhava para vários veículos, foi assassinado a tiros na segunda-feira ao meio-dia em Culiacán, capital do estado de Sinaloa (noroeste do México), perto das instalações do Ríodoce, o semanário que fundou em 2003.

"Condeno o assassinato de Javier Arturo Valdez Cárdenas", disse a diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, em um comunicado, e pediu "às autoridades que façam uma investigação minuciosa para assegurar-se de que este crime não permaneça impune".

"Este crime nos lembra mais uma vez de maneira contundente que muitos jornalistas corajosos exercem sua profissão em um ambiente carente de segurança e que, ao atacá-los, depreciam os direitos humanos fundamentais à liberdade de expressão e de informação", denunciou o responsável.

Além de dedicar-se ao Ríodoce, Javier Valdez, pai de família de 50 anos, trabalhava há mais de dez anos para a AFP no estado de Sinaloa, reduto do cartel de Joaquín "El Chapo" Guzmán - atualmente preso nos Estados Unidos - e como correspondente para o jornal La Jornada.

Em 2011, ele ganhou o Prêmio Internacional de Liberdade de Imprensa dado pelo Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), por seus trabalhos sobre o crime organizado e o narcotráfico.

bur-jvb/age/cc

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