Inflação retrocede na zona do euro com o desemprego mais baixo desde 2009

Bruxelas, 31 Mai 2017 (AFP) - O desemprego registrou em abril seu nível mais baixo desde março de 2009, sinal que confirma a recuperação na zona do euro após anos de crise, mas insuficiente para que o Banco Central Europeu (BCE) revise sua política, considerada a nova queda da inflação em maio.

"O BCE tem uma situação complicada, entre um crescimento robusto e uma fraca pressão sobre os preços, o que comporta expectativas divergentes sobre sua política", ressaltou Bert Colijn, analista do banco holandês ING.

A economia dos 19 países do euro registrou uma expansão de 0,5% no primeiro trimestre de 2017, alinhada aos três meses anteriores, e poderá terminar o ano em 1,7% em seu conjunto, segundo as previsões da Comissão Europeia.

E o desemprego, que chegou a 12,1% entre abril e junho de 2013, caiu novamente um décimo em abril, a 9,3%, seu nível mais baixo desde março de 2009, indicou nesta quarta-feira o instituto de estatística europeu Eurostat.

Apesar dessa recuperação econômica, o presidente do BCE, Mario Draghi, já advertiu na segunda-feira que continua "firmemente convencido" em manter sua expansiva política monetária, já que a inflação continua sendo insuficiente na região.

Os dados publicados pela Eurostat nesta quarta-feira confirmam essa visão. A inflação na Eurozona se desacelerou em maio a 1,4%, de 1,9%, e a inflação subjacente, que não leva em conta os preços voláteis da energia nem dos alimentos não processados, retrocedeu também, a 0,9%.

O Banco Central Europeu busca uma inflação próxima, mas inferior a 2%, considerada boa para os 19 países do euro, um registro que atingiu em fevereiro antes de cair meio ponto um mês depois.

Diante desse panorama, a instituição monetária com sede em Frankfurt (oeste da Alemanha), que tem uma reunião sobre sua política no dia 8 de junho em Tallin, se "manterá prudente", garante Colijn, para quem é provável "uma inflação mais baixa em 2017" do que "uma recuperação em 2%".

Desemprego desigualApesar de o desemprego só ter afetado em abril cerca de 15 milhões de cidadãos da zona do euro, o número continua sendo mais alto nos países do sul da Europa, mais castigados pela crise.

Enquanto a Alemanha, a maior economia da zona do euro, que registrou de novo em abril a taxa mais baixa da zona do euro (3,9%), a Grécia lidera os países com mais desemprego, com 23,2% (dados de fevereiro), seguida de Espanha, com 17,8% no mês passado.

O desemprego juvenil nos países do euro, que é o mais elevado, registrou uma queda em abril, a 18,7%. Na Espanha, o número de menores de 25 anos sem emprego caiu abaixo da barreira de 40%, a 39,3% em abril, só superada pela Grécia (47,9% em fevereiro).

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