Cassino nas Filipinas é alvo de ataque a tiros reivindicado pelo EI

Manila, 1 Jun 2017 (AFP) - Disparos foram reportados em um hotel cassino de Manila, capital das Filipinas, nesta sexta-feira (tarde de quinta no Brasil) - informou o operador do complexo.

Pouco depois, o grupo extremista Estado Islâmico (EI) assumiu a autoria do ataque.

"O Resorts World Manila está interditado, depois de informes de disparos [efetuados] por homens não identificados", relatou a empresa em sua conta no Twitter.

"A companhia está trabalhando estreitamente com a Polícia nacional para garantir que todos os clientes e funcionários estejam a salvo", acrescentou.

Em uma nota, o EI informou que os autores do ataque eram soldados do grupo, segundo o SITE, uma página on-line que acompanha as atividades dos grupos extremistas.

A Polícia confirmou os informes de tiros no Resorts World, que fica em frente a um dos terminais do aeroporto internacional de Manila.

Ainda segundo a Polícia Nacional, não há vítimas.

"Não houve ninguém atingido. Não há reféns", declarou o chefe de Polícia Ronald dela Rosa à DZMM radio.

Imagens exibidas nas emissoras locais mostram pessoas correndo no Reasorts World. O complexo foi cercado pela Polícia, depois das informações sobre os tiros pouco após a meia-noite.

"Ia voltar para o segundo andar, quando vi gente correndo. Alguns hóspedes do hotel disseram que alguém havia gritado 'Isis' (Estado Islâmico)", contou à rádio DZMM Maricel Navarro, que trabalha no complexo.

"Os hóspedes gritavam. Fomos para o porão e nos escondemos. As pessoas gritavam, os clientes e os funcionários estavam aterrorizados", acrescentou Navarro.

"Quando sentimos cheiro de fumaça, decidimos ir para a saída, no estacionamento. De lá conseguimos sair, mas, antes de sair, ouvimos dois disparos, e tinha muita fumaça no térreo", completou.

O presidente americano, Donald Trump, manifestou sua "tristeza" e suas condolências pelas vítimas do que classificou como ataque "terrorista".

"É realmente muito triste o que está acontecendo em todo o mundo com o terrorismo. Nossos pensamentos e orações estão com os afetados", lamentou Trump, na Casa Branca, antes de anunciar a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris sobre o clima.

Na semana passada, o presidente filipino, Rodrigo Duterte, impôs lei marcial em toda Mindanao (sul) para acabar com o que ele chamou de ameaça crescente do Estado Islâmico na região.

A declaração da lei marcial ocorreu logo após militantes realizarem atos de violência na cidade de Marawi (sul), que fica a 800 km de Manila. Forças de segurança ainda estão combatendo os militantes em Marawi. Esses confrontos já deixaram pelo menos 171 mortos.

Vivem nessa região cerca de 20% dos mais de 100 milhões de habitantes do arquipélago.

Por ocasião desse anúncio, Duterte alertou que pode vir a estender a lei marcial para o restante do país, se a ameaça terrorista se espalhar.

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