Espanha: chefe da promotoria anticorrupção renuncia e admite offshore no Panamá

Madri, 1 Jun 2017 (AFP) - O chefe da procuradoria anticorrupção espanhola, Manuel Moix, renunciou nesta quinta-feira após reconhecer que tinha uma participação em uma empresa offshore no Panamá, indicaram fontes oficiais.

Moix apresentou sua renúncia, oficialmente por motivos pessoas, três meses depois de ser nomeado ao cargo.

O jornal digital Infolibre revelou na segunda-feira que ele possuía 25% de uma sociedade registrada no Panamá, que teria sido herdada de seu pai.

Apesar da demissão, o procurador-geral da Espanha, José Manuel Maza, reafirmou nesta quinta-feira o seu apoio a Moix, e disse que ele não cometeu "nenhum tipo de irregularidade nem de ilegalidade".

"Não encontro motivos para poder demitir o senhor procurador, mas tenho que dizê-los que me apresentou há alguns minutos a sua renúncia ao cargo. Renuncia por motivos pessoais", afirmou Maza.

Em uma entrevista publicada na quarta-feira pelo jornal El Mundo, Moix assegurou que descobriu a existência da sociedade, criada em 1958, quando seu pai faleceu, em 2012.

Nesta semana, o sindicato União Progressista de Procuradores disse que a procuradoria anticorrupção não pode ser liderada por um funcionário "permanentemente questionado, sempre no olho do furacão e cuja conduta pessoal se distancia de ser exemplar".

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