Musk deixa grupo de conselheiros de Trump após saída do Acordo de Paris

Washington, 2 Jun 2017 (AFP) - O fundador da Tesla, Elon Musk, cumpriu a ameaça, ao informar nesta quinta-feira (1º) que vai deixar o conselho de empresários de Donald Trump, depois que o presidente anunciou a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris sobre o clima.

"Estou saindo do conselho presidencial. As mudanças climáticas são reais. Abandonar [o acordo de] Paris não é bom para os Estados Unidos, nem para o mundo", tuitou o milionário, defensor das energias renováveis.

Na véspera, Musk tinha advertido que deixaria o círculo de conselheiros, se o presidente decidisse sair do acordo climático.

Somaram-se a ele representantes de outras grandes empresas tecnológicas e indústrias, que também manifestaram sua frustração com a decisão presidencial.

"Por uma questão de princípios, entreguei minha renúncia ao conselho do presidente, após a retirada do Acordo de Paris", tuitou o CEO da Disney, Bob Iger.

"Decepcionado com a decisão de hoje sobre o Acordo de Paris", escreveu o CEO da General Electric, Jeff Immelt.

"A indústria deve agora liderar, e não depender do governo", acrescentou.

A associação Information Technology Industry Council, que representa empresas do setor tecnológico, expressou sua "decepção" com a medida e assegurou que é "um passo atrás na liderança dos Estados Unidos no mundo", disse seu presidente, Dean Garfield.

"Apesar disso, mantém-se intacta a determinação da indústria da tecnologia de inovar e resolver a ameaça que representa a mudança climática e gerar oportunidades que criem empregos e façam crescer nossa economia", completou.

As gigantes petroleiras ExxonMobil e Chevron reiteraram seu apoio ao acordo, enquanto a fabricante de automóveis General Motors indicou que a decisão da Casa Branca não desistirá de buscar soluções para enfrentar as mudanças climáticas.

"A GM não vacilará em seu compromisso com o meio ambiente, e sua posição sobre as mudanças climáticas não mudou", indicou a companhia em um comunicado.

"Acordos internacionais à parte, nos mantemos comprometidos em criar um ambiente melhor", esclareceu.

A porta-voz da Chevron, Melissa Ritchie, disse que sua companhia "apoia continuar com o acordo de Paris, pois representa um primeiro passo rumo a um marco global".

"O acordo se alinha com a própria política da companhia sobre emissões de gás carbônico", acrescentou.

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