Presença de civis freia avanço das forças iraquianas em Mossul

Bagdá, 1 Jun 2017 (AFP) - A presença de civis nos setores de Mossul onde as forças iraquianas enfrentam os extremistas do grupo Estado Islâmico (EI) freia o avanço das tropas pró-governo, anunciou nesta quinta-feira um porta-voz militar.

Sete meses depois do lançamento de uma operação na segunda cidade do Iraque, conquistada pelo EI em 2014, as forças iraquianas retomaram a maior parte de Mossul, excetuando-se a Cidade Velha.

Mas os setores ainda nas mãos dos extremistas estão densamente povoados, com cerca de 200.000 civis, segundo a ONU, em sua maioria na Cidade Velha.

Por enquanto os combates se situam ao norte desta localidade, um labirinto de ruelas e edifícios muitos próximos uns aos outros, cuja reconquista será difícil.

"O avanço continua", indicou à AFP Yahya Rasul, o porta-voz do comando conjunto das operações (JOC), embora tenha reconhecido que "a presença de civis perturba o nosso avanço" e que sem isso "conseguiríamos seguir muito mais rápido".

"Centenas de famílias passaram pelos corredores" protegidas pelas forças iraquianas para fugir, acrescentou.

Segundo a ONU, mais de 750.000 famílias abandonaram as suas casas desde o início,em outubro, da ofensiva contra Mossul, o último reduto do EI no Iraque, uma cifra que poderia aumentar drasticamente na última fase das operações.

As forças iraquianas têm o apoio de uma coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos, que na semana passada reconheceu a morte de 105 civis em um de seus bombardeios contra Mossul porque o edifício atacado escondia explosivos dos extremistas.

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