Protesto chavista exige renúncia da procuradora-geral

Caracas, 3 Jun 2017 (AFP) - Centenas de partidários do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, protestaram nesta sexta-feira diante da sede do Ministério Público em Caracas para exigir a renúncia da procuradora-geral, Luisa Ortega, uma chavista histórica que passou a criticar decisões do governo.

"A procuradora do Estado está ligada estreitamente ao terrorismo e ao fascismo (...). Quando o presidente convoca uma Assembleia Nacional Constituinte para um grande diálogo, ela se opõe. Por isto sua atuação está vinculada a esta direita que queima, assassina", declarou o deputado Darío Vivas.

Ortega se distanciou do governo ao rejeitar a Constituinte convocada por Maduro e ao criticar decisões do Supremo Tribunal de Justiça contra o Parlamento, único poder controlado pela oposição.

A procuradora-geral também responsabiliza os militares pelos cerca de 500 feridos e a morte de um homem durante os protestos contra Maduro, que já deixaram 63 mortos desde 1º de abril.

Em torno da sede do Ministério Público foram instalados palanques de onde chavistas discursaram para atacar Ortega com rigor, inclusive chamando a procuradora-geral de traidora e vendida.

Na quinta-feira, Ortega interpôs uma ação legal contra a Assembleia Nacional Constituinte, depois que a Suprema Corte habilitou Maduro a convocá-la sem um referendo.

Nesta sexta-feira, Maduro propôs que a Carta Magna resultante de sua polêmica Constituinte seja aprovada nas urnas, movimento com o qual - dizem analistas - tenta evitar deserções no chavismo, embora nada garanta um referendo.

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