Homem mata cinco pessoas antes de cometer suicídio em Orlando

Orlando, Estados Unidos, 5 Jun 2017 (AFP) - Um homem, ex-funcionário de uma empresa de Orlando, foi ao local onde trabalhava e matou cinco pessoas antes de cometer suicídio nesta segunda-feira (5) - relatou Jerry Demmings, xerife do condado de Orange, na Flórida (sudeste dos Estados Unidos).

O agressor foi identificado pela Polícia como John Robert Neumann Jr., um homem branco de 45 anos que morava sozinho e era veterano de guerra. Ele deu baixa nas Forças Armadas em 1999.

"O indivíduo, de 45 anos, era um ex-funcionário dessa empresa que foi demitido em abril", declarou Demmings em entrevista coletiva, descartando, por enquanto, qualquer ligação com o terrorismo.

"Não temos pistas que indiquem que o sujeito fazia parte de alguma organização terrorista", afirmou, acrescentando que "provavelmente foi um incidente violento em local de trabalho".

O FBI está ajudando na investigação, mas até o momento as evidências apontam para um "agressor solitário".

"Nada indicava que o agressor fosse agir hoje. Apenas podemos pedir às pessoas que notifiquem as forças da ordem diante de qualquer atividade suspeita", afirmou Demings.

Neumann estava armado com uma pistola, uma faca de caça e outra menor, mas cometeu os ataques com uma arma de fogo. Ele se suicidou depois do tiroteio, por volta das 8h locais (9h, no horário de Brasília), no momento em que as autoridades respondiam às múltiplas chamadas de emergência. Oito pessoas sobreviveram ao ataque sem ferimentos, declarou a Polícia.

Segundo balanço oficial, três homens e uma mulher foram mortos a tiros na Fiamma Inc, uma empresa de artigos para motorhomes localizada em uma área industrial da Forsyth Road, perto da Universidade Full Sail, ao leste de Orlando. Outro homem morreu no hospital.

Em junho de 2014, a Polícia foi chamada a esse mesmo local, porque o homem responsável pelo tiroteio nesta segunda havia agredido um outro empregado. Nenhuma acusação chegou a ser registrada contra ele.

O atirador tinha pequenas condenações por posse de maconha e delitos de violência.

Shelley Adams, que mora na área, contou à imprensa que recebeu uma ligação da irmã, Sheyla McIntyre, direto da cena do crime.

"Estou bem, estou bem", tranquilizou a irmã, mas "meu chefe está morto".

Em junho de 2016, a cidade de Orlando foi palco de um tiroteio em uma boate frequentada pela comunidade gay, que deixou 49 mortos e dezenas de feridos. Omar Mateen, o cidadão americano de origem afegã que cometeu o massacre, havia prometido fidelidade ao grupo Estado Islâmico (EI) durante o tiroteio.

Em nota divulgada nesta segunda-feira, o governador da Flórida, Rick Scott, relembrou a tragédia da boate, afirmando que, "ao longo do último ano, a comunidade de Orlando enfrentou desafios como nunca antes".

"Peço a todos os cidadãos da Flórida que rezem pelas famílias das vítimas desse insensato ato de violência", acrescentou, em alusão ao ataque de hoje.

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