Comey confirma pedido de Trump para deixar Flynn em paz

Washington, 7 Jun 2017 (AFP) - O ex-diretor do FBI James Comey revelou, em testemunho por escrito que ele apresentará nesta quinta-feira (8) no Senado, que o presidente Donald Trump lhe pediu para deixar em paz o general Michael Flynn, seu ex-assessor de Segurança Nacional, investigado por contatos com a Rússia.

"Espero que possa encontrar uma forma de deixar isto passar, de deixar Flynn em paz. É um homem de bem", teria escrito Comey, citando Trump durante reunião que ambos mantiveram em 14 de fevereiro no Salão Oval da Casa Branca.

"Eu entendi que o presidente estava pedindo que deixássemos qualquer investigação de Flynn relacionada a suas falsas declarações sobre suas conversas com o embaixador russo em dezembro", disse Comey em um comunicado.

Comey também descreveu um jantar individual com o presidente, na Casa Branca, em 27 de janeiro, no qual Trump perguntou se ele queria permanecer em seu trabalho.

O ex-diretor do FMI afirma ter dito a Trump que ele não era "confiável na forma como os políticos usam essa palavra, mas que ele sempre poderia contar comigo para lhe dizer a verdade".

"O presidente disse, 'Eu preciso de lealdade, eu espero lealdade'. Eu não me movi, falei ou alterei minha expressão facial durante o silêncio constrangedor que se seguiu", relatou Comey.

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