Coreia do Norte afirma ter lançado novos mísseis de cruzeiro

Seul, 9 Jun 2017 (AFP) - O último teste balístico da Coreia do Norte, nesta quinta-feira, utilizou com sucesso um novo tipo de míssil de cruzeiro terra-mar, informou nesta sexta-feira a agência estatal norte-coreana.

O lançamento de quinta foi "um teste de um novo tipo de míssil de cruzeiro terra-mar", precisou a agência oficial KCNA, acrescentando que o vetor "detectou e atingiu com precisão alvos flutuantes no Mar Oriental da Coreia".

Segundo o ministério da Defesa sul-coreano, os mísseis de curto alcance voaram cerca de 200 km, a uma altitude de 2 km, antes de caírem no Mar do Japão.

Os mísseis de cruzeiro, que a Coreia do Norte lançou em sua costa leste, foram "muito mais lentos" do que os mísseis balísticos e podem ser derrubados por artilharia antiaérea, explicou à AFP Lee Il-Woo, analista da instituição privada Korea Defense Network.

Este foi o quinto teste de mísseis realizado pelo regime comunista nas últimas semanas, desafiando as advertências da ONU e as ameaças dos Estados Unidos quanto a uma possível resposta militar.

A Coreia do Norte realizou dois testes atômicos e dezenas de lançamentos de mísseis desde o começo do ano passado em sua busca pelo desenvolvimento de um míssil capaz de levar uma ogiva nuclear ao território continental dos Estados Unidos, o que o presidente Donald Trump garante "não vai acontecer".

Diplomatas das Nações Unidas denunciaram como uma provocação os lançamentos, na quinta-feira, dos mísseis de cruzeiro, embora não esteja prevista uma reunião imediata do Conselho de Segurança sobre a questão.

O embaixador boliviano, Sacha Sergio Llorenty Soliz, insistiu em que só os lançamentos de mísseis balísticos e testes nucleares de Pyongyang são proibidos pela ONU e podem levar a sanções.

Seu colega britânico, Matthew Rycroft, destacou que - diferentemente dos lançamentos de mísseis balísticos -, os testes com mísseis de cruzeiro, embora "irresponsáveis" e "desestabilizadores", provavelmente não violam as resoluções da ONU que proíbem Pyongyang de realizar atividades com mísseis balísticos.

O enviado francês, Francois Delattre, destacou a necessidade de se adotar uma postura comum. "Continuamos decididos a seguir adiante com nossos parceiros no Conselho de Segurança", disse.

Na semana passada, o Conselho aprovou por unanimidade uma resolução elaborada pelos Estados Unidos, que impõe novas sanções a um punhado de funcionários e entidades norte-coreanas, uma medida que Pyongyang considerou ruim.

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