TOPSHOTS Aliança curdo-árabe entra no oeste de Raqa, bastião do EI na Síria

Beirute, 10 Jun 2017 (AFP) - Uma aliança curdo-árabe, apoiada pela coalizão internacional anti-extremista, entrou neste sábado no oeste de Raqa, o principal reduto do grupo Estado Islâmico (EI) na Síria, abrindo uma segunda frente na cidade nortenha, segundo seus combatentes e uma organização não governamental.

Sete meses após o lançamento de uma ampla ofensiva para expulsar os extremistas de sua "capital" de facto no país, as Forças Democráticas Sírias (FDS) entraram nesta semana pela primeira vez em Raqa pelo leste.

Neste sábado, penetraram na cidade pelo oeste, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH). "As FDS tomaram a metade ocidental do bairro de Al Sabahiya e estão se firmando ali", informou o diretor da ONG, Rami Abdel Rahman. "Depois avançaram para o bairro de Al Rumaniya, mais ao norte, onde estão combatendo o EI".

As FDS confirmaram em um comunicado os combates em Al Rumaniya.

A cidade de Raqa, controlada pelo grupo EI desde 2014, se transformou no maior bastião extremista na Síria e em uma base de onde se planejaram atentados cometidos no exterior.

As FDS lançaram sua ofensiva sobre Raqa em novembro e tomou territórios do EI ao redor dessa localidade, no norte, no oeste e no leste.

Além de controlar o bairro de Al Sabahiya no oeste, a aliança curdo-árabe também conquistou o bairro de Al Meshleb, no leste.

Seu avanço é mais complicado ao norte da cidade, onde os extremistas se entrincheiraram em uma antiga base militar do regime sírio. "O EI reforçou o acesso norte de Raqa porque pensava que as FDS chegariam ali", disse Rahman. "As entradas oeste e leste estavam muito menos fortificadas".

A ofensiva das FDS recebe o apoio da coalizão internacional dirigida pelos Estados Unidos, que bombardeia posições extremistas, assessora seus combatentes e lhes fornece armas e material.

Em outras áreas da Síria, extremistas do Estado Islâmico combatem as forças do regime de Bashar al Assad.

O exército sírio anunciou neste sábado que controla mais de 20% do estratégico deserto de Badiya, um território de 90.000 km2 conquistado pelos extremistas em 2015, que se estende do centro do país para leste e sudeste, na direção das fronteiras com o Iraque e a Jordânia.

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