Chefe da diplomacia saudita nega 'bloqueio' contra o Catar

Washington, 13 Jun 2017 (AFP) - O ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, Adel Al-Jubeir, reafirmou nesta terça-feira que seu país não impôs um "bloqueio" ao Catar, apesar do fechamento de sua fronteira terrestre e do embargo às companhias aéreas do país.

"Não há um bloqueio contra o Catar. Os portos estão abertos, os aeroportos estão abertos", declarou à imprensa Adel Al-Jubeir, em uma visita a Washington na qual que se reuniu com o chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Rex Tillerson.

O Departamento de Estado americano, através da porta-voz Heather Nauert, afirmou que houve progresso na resolução da crise. "Eu diria que somos otimistas achando que o pior ficou para trás", disse Nauert.

Tanto Tillerson como o Secretário de Defesa, Jim Mattis, utilizaram muito seu telefone para tentar aliviar a tensão entre a Árabia Saudita e o Catar, onde os Estados Unidos tem sua maior base no Oriente Médio.

Nauert, no entanto, se negou a opinar sobre as acusações contra Catar por financiar o terrorismo ou se proibição dos aviões cataris de sobrevoar o espaço aéreo saudita constitui um bloqueio.

"Tenhamos claro que ambos estão trabalhando para chegar a um acordo para lutar contra o terrorismo, e é nisso que estamos focando", disse Nauert.

O Golfo Pérsico vive uma grave crise diplomática desde o dia 5 de junho, quando Arábia Saudita, Emirados Árabes e Bahrein - países vizinhos do Catar -, assim como Egito e Iêmen, romperam relações diplomáticas com Doha, acusada de "apoiar o terrorismo" e reprovam sua aproximação com o Irã, potencial rival regional de Riad.

Esses países interromperam seus vínculos aéreos e marítimos com o pequeno emirado, cuja única fronteira terrestre foi fechada pela Arábia Saudita.

"Foi o que fizemos, fechamos nosso espaço aéreo, é nosso direito soberano", acrescentou ministro saudita.

"As limitações para o uso do espaço aéreo saudita são apenas para as companhias de Catar e os aviões cataris, para ninguém mais ".

O ministro disse que os portos do Catar estão abertos para importar e exportar bens.

Ele afirmou, ainda, que o fechamento das fronteiras foi aliviado para que as famílias que ficaram separadas possam se reunir e que seu país enviará alimentos e medicamentos ao Catar se for necessário.

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