Conheça as datas-chave do movimento palestino Hamas

Gaza, Territórios palestinos, 13 Jun 2017 (AFP) - Estas são as datas-chave do movimento islamita palestino Hamas, arqui-inimigo de Israel, que há 10 anos tomou à força o poder na Faixa de Gaza.

- A "carta" de fundação -Um grupo de militantes islamitas vinculados ao movimento da Irmandade Muçulmana, entre eles o xeque Ahmed Yassin, criou o Hamas em 14 de dezembro de 1987, pouco depois do início da primeira Intifada, o levante palestino nos Territórios ocupados.

Acrônimo em árabe do Movimento de Resistência Islâmico, o Hamas foi fundado para se opor à Jihad Islâmica, uma pequena organização militar.

Em 18 de agosto de 1988, o movimento redigiu a sua "carta" fundadora, a fim de competir com a Organização para Libertação Palestina (OLP). Neste documento defendia a instauração de um Estado islâmico no conjunto da Palestina histórica (Territórios Palestinos e Israel).

- Primeiro atentado suicida -Em 1990, o Hamas criou o seu "braço armado", as brigadas Ezzedine al-Qassam, nomeadas assim em homenagem a um militante nacionalista árabe que lutou na Palestina antes da criação de Israel, em 1948.

Em 14 de setembro de 1993, um dia depois da assinatura dos Acordos de Oslo sobre a autonomia palestina, 300 militantes do Hamas se manifestaram contra este pacto e advogaram por continuar os ataques contra o exército israelense.

No mesmo dia, o Hamas executou em Gaza o seu primeiro atentado suicida.

As brigadas Qassam realizaram ataques sangrentos contra militares e civis israelenses, além de terem assassinado inúmeros palestinos suspeitos de colaborar com Israel.

- Assassinatos -Em 22 de março de 2004, o líder espiritual do Hamas, o xeque Ahmed Yassin, morreu em um ataque de um helicóptero israelense em Gaza, quando saía de uma mesquita.

Menos de um mês depois, seu sucessor à frente do movimento, Ábdel Aziz Rantisi, também faleceu em um bombardeio israelense.

Vários dirigentes políticos e militares do Hamas foram vítimas de assassinatos realizados por Israel, entre eles Yahya Ayyash, que faleceu em 1996, e o líder militar do movimento e fundador das brigadas Qassam, Salah Shehade, morto em 2002.

- Hamas se apodera de Gaza -Em 12 de setembro de 2005, três semanas depois de desmantelar a última colônia na Faixa de Gaza, o exército israelense retirou de forma unilateral o seu último soldado.

Em 25 de janeiro de 2006, o Hamas ganhou amplamente as legislativas palestinas no enclave contra a Frente al-Fatah, o movimento do presidente palestino Mahmud Abbas. Dez anos antes, o Hamas boicotou as primeiras eleições organizadas nos Territórios Palestinos como sinal de protesto pelos Acordos de Oslo, e o Fatah conseguiu a maioria absoluta no Parlamento.

Em 15 de junho de 2007, no início de um conflito entre os serviços de segurança leais ao Fatah e os islamitas, o Hamas tomou o controle da Faixa de Gaza e Israel reforçou o seu bloqueio no enclave palestino.

- Combate "político", não "religioso" -Em 13 de fevereiro de 2017, um comandante do braço armado, Yahya Sinuar, foi eleito chefe do Hamas para Gaza.

Em 1º de maio, pela primeira vez em sua história, o Hamas anunciou uma reforma de sua carta fundadora, apresentada como uma versão mais moderada do que a anterior. No novo documento, o movimento afirma realizar um combate "político" e não "religioso" contra Israel, e aceita a ideia de um futuro Estado palestino limitado aos territórios atuais da Cisjordânia, Jerusalém leste e Gaza.

O Hamas tenta "enganar todo mundo", assegurou o governo israelense.

Em 6 de maio, Ismail Haniya foi eleito à frente do gabinete político do Hamas, sucedendo Khalid Meshal. Os dois encarnam uma linha moderada no seio do movimento, mais pragmática em sua relação com Israel.

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