Declarações da premiê polonesa em Auschwitz geram indignação

Varsóvia, 15 Jun 2017 (AFP) - As declarações da primeira-ministra polonesa, Beata Szydlo, em Auschwitz, nesta quarta-feira (14), deflagraram uma onda de críticas de políticos poloneses, assim como do presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, que as consideraram uma defesa da posição anti-imigração do governo conservador.

"Em nossa época sombria, Auschwitz é uma grande lição para fazer todo o possível para defender a segurança e a vida de seus cidadãos", declarou Szydlo, que assistia às comemorações pelo 77º aniversário do primeiro transporte de prisioneiros poloneses no campo de extermínio nazista alemão Auschwitz-Birkenau.

"Essas palavras não teriam de ser pronunciadas nunca neste lugar por um primeiro-ministro polonês", afirmou Donald Tusk, em polonês, em sua conta no Twitter.

"A primeira-ministra polonesa usou a crueldade de Auschwitz para que os poloneses tenham medo dos refugiados", denunciou a presidente do grupo parlamentar Nowoczesna (liberal e de oposição), Katarzyna Lubnauer.

Citado pelo "site" WP.pl, o presidente da Associação Cristã de Famílias de Auschwitz, Krzysztof Utkowski, considerou as afirmações de Szydlo "um grave erro".

O porta-voz do governo, Rafal Bochenek, reagiu pelo Twitter: "aquele tem más intenções pode encontrá-las em cada declaração".

Aos críticos, Bochenek se referiu ainda ao discurso completo de Szydlo, no qual ela homenageia as vítimas de Auschwitz e o heroísmo dos poloneses.

Na terça-feira (13), depois de múltiplos avisos, Bruxelas lançou ações legais contra Polônia, Hungria e República Tcheca, diante de sua recusa a acolher os refugiados que chegam pela Itália e pela Grécia.

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