Escolas pedem que governo Trump não corte fundos para combater gangue MS-13

Nova York, 20 Jun 2017 (AFP) - O corte de gastos em educação prometidos pelo governo Trump afetará programas essenciais para combater o recrutamento de estudantes pela violenta gangue hispânica MS-13, disse a legisladores nesta terça-feira um alto responsável escolar de Long Island, em Nova York.

A gangue, fundada por salvadorenhos nas ruas de Los Angeles nos anos 1980, está crescendo nesta região, a 45 km do centro de Manhattan, em grande parte devido ao recrutamento de menores que nos últimos três anos viajaram sozinhos de El Salvador, Honduras ou Guatemala e se instalaram ali com familiares ou tutores.

Estes meninos recém-chegados aos Estados Unidos, que muitas vezes escapam da "extrema violência e morte", se sentem "isolados, assustados e muito vulneráveis", disse Howard Koenig, superintendente de escolas de Central Islip, em uma audiência do Comitê de Segurança Interna da Câmara de Representantes sobre a MS-13, realizada neste povoado de Long Island.

Muitos desses meninos quase não estudaram, não falam inglês, não conhecem os costumes locais e não têm uma estrutura ou apoio familiar, e a escola tenta ajudá-los, contou.

Mas o corte de 9,2 bilhões de dólares em gastos com educação no orçamento federal, que teriam um impacto na ajuda ao estado de Nova York, tornará impossível oferecer a estes estudantes atividades extracurriculares após a saída das aulas, educação especial e apoio acadêmico adicional, disse Koenig.

A redução destas atividades "se torna uma ferramenta que alimenta as atividades de recrutamento da gangue", afirmou.

"Os governo federal, estatal e do condado fracassaram em tomar as medidas adequadas para receber estes meninos", disse por sua vez o advogado Patrick Young, do Centro de Refugiados Centro-americanos (CARECEN).

Evelyn Rodríguez, a mãe de Kayla Cuevas, uma jovem de 16 anos assassinada em setembro passado pela MS-13 a machadadas e golpes de tacos de beisebol, disse que o liceu de Brentwood onde sua filha estudava ignorou o problema.

"Minha filha sofreu bullying por dois anos" por parte de um membro da gangue e "a escola não fez nada", contou aos representantes.

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