Polícia saudita desbarata 'ato terrorista' em Meca

Meca, Arábia Saudita, 23 Jun 2017 (AFP) - As forças de segurança sauditas desbarataram um ato terrorista contra a Grande Mesquita de Meca, o principal lugar santo do Islã, onde dezenas de milhares de fiéis estavam reunidos, informou o Ministério do Interior.

Onze pessoas - seis peregrinos estrangeiros e cinco policiais - ficaram feridas no colapso de um prédio de três andares, onde estava entrincheirado um terrorista suicida que se explodiu, afirmou o Ministério do Interior.

O suicida fazia parte de um grupo terrorista com base em dois bairros de Meca e em Jidá, capital econômica do reino.

Cinco membros do grupo, entre eles uma mulher, foram detidos, acrescentou um porta-voz do Ministério.

O atentado, cuja execução foi desbaratada nesta sexta, mas sobre o qual não deram mais detalhes, era "iminente e apontava para a segurança da Grande Mesquita e dos fiéis", indicou o porta-voz, citado pela agência oficial saudita SPA.

De acordo com o porta-voz, o suicida encarregado de executá-lo se explodiu após negar se entregar às forças de segurança, que cercaram o edifício.

"Infelizmente começou a disparar contra a equipe de segurança uma vez que constatou a sua presença na zona, conduzindo o tiroteio antes de se explodir", acrescentou.

Dois dos peregrinos estrangeiros permanecem hospitalizados, enquanto os outros quatro tiveram alta depois de serem examinados.

O porta-voz indicou que o grupo terrorista queria atacar "o local mais sagrado" dos muçulmanos, com "planos comandados do exterior com o objetivo de atentar contra a segurança e a estabilidade" do reino saudita.

No entanto, não identificou os supostos autores intelectuais da ação frustrada ou os países que a fomentaram.

O porta-voz recordou que "várias células terroristas foram desmanteladas nestes últimos dois anos em Meca e seus subúrbios", acrescentando que seu objetivo era "verificar a capacidade [das autoridades] do reino de garantir a segurança dos fiéis".

Muitos fiéis estavam na Grande Mesquita nesta sexta-feira, o último do Ramadã, quando a Polícia evitou o atentado.

Em julho de 2016, um ataque perpetrado em Medina, o segundo lugar sagrado do Islã, causou quatro mortos entre os guardas de segurança, perto da mesquita do profeta Maomé.

Outra ação lançada no mesmo dia atentou contra uma mesquita xiita na cidade de Catif e uma terceira em frente ao consulado americano em Jidá.

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