Trump duvida da imparcialidade do procurador que investiga caso russo

Washington, 23 Jun 2017 (AFP) - O presidente Donald Trump questionou a imparcialidade de Robert Mueller, o procurador especial que investiga a suposta interferência por parte da Rússia nas eleições dos Estados Unidos e sua campanha eleitoral, durante uma entrevista transmitida nesta sexta-feira.

Perguntado diretamente pelo canal FOX se Mueller, ex-diretor do FBI nos governos de George W. Bush e Barack Obama, deveria deixar o caso, Trump respondeu: "É um grande, grande amigo de (James) Comey", que foi demitido em 9 de maio, o "que é muito chato".

O presidente observou que Comey e Mueller trabalharam juntos durante a administração Bush, como diretor do FBI e procurador-geral adjunto, respectivamente, e que várias pessoas contratadas pelo procurador especial "são partidárias da (ex-candidata) Hillary Clinton".

A imprensa americana informou que vários deles fizeram doações para candidatos democratas.

No entanto, Trump disse que Mueller é um "homem honrado", por isso espera que alcance "uma solução honrosa".

Nomeado pelo secretário de Justiça, Mueller tem mais independência do que um procurador normal ou que o diretor do FBI para realizar a sua investigação.

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