Legislativas albanesas visando UE têm pouca participação

Tirana, 25 Jun 2017 (AFP) - A Albânia celebrou neste domingo as eleições legislativas que tiveram uma escassa participação e que foram tranquilas, sem as acusações de fraude dos últimos anos, em uma tentativa de acelerar o processo de adesão do país à União Europeia (UE).

O Partido Socialista (PS), do atual primeiro-ministro, Edi Rama, de 52 anos, e o Partido Democrático (direita), de Lulzim Basha, de 43 anos, estavam empatados nas pesquisas, com uma pequena vantagem para o primeiro. Os resultados iniciais serão conhecidos na madrugada desta segunda-feira.

Devemos "votar, votar, votar", pediu durante todo o dia Rama em sua conta do Facebook. "Vão votar porque é a única forma de mudar as suas vidas", insistiu.

Seus chamados não pareceram ter convencido os eleitores. Embora as sessões eleitorais tenham ficado abertas uma hora a mais do que o previsto, até às 20H00 locais, as primeiras estimativas situassem a participação em 43%, 10 pontos a menos do que em 2013, um das cifras mais baixas desde a queda do comunismo.

As eleições ocorreram sem graves incidentes, apesar das acusações de "intimidação" e "compra de votos" entre os dois grandes partidos e o Movimento Socialista para a Integração (LSI).

Após uma campanha tranquila, eleições sem incidentes ou graves acusações de fraude seriam uma novidade neste país e, diante de 3.000 observadores - 300 deles estrangeiros -, enviariam um bom sinal em um momento no qual todos os partidos aguardam uma próxima abertura das negociações de adesão à UE, da qual é candidata desde 2014.

Segundo Edi Rama, "a maioria e a oposição pedirão em conjunto, depois das eleições, a abertura das negociações com a UE".

A Albânia é um dos países mais pobres da Europa, com um salário médio de 340 euros mensais. O desemprego levou milhares de pessoas, em particular os jovens, a deixar o país.

Segundo o último relatório da Comissão Europeia, o país tem instituições judiciárias "lentas e ineficazes" e "continua prevalecendo a corrupção".

"Queremos um Estado de direito, uma justiça que funcione, queremos que apliquem as leis, uma melhor situação econômica e tranquilidade", disse neste domingo Valentina Muzeqari, habitante de Tirana de 67 anos. "Levamos muito tempo esperando a adesão da Albânia à União Europeia. Acredito que desta vez irão nos abrir as portas", continuou.

Entretanto, a Albânia deverá lidar com outro assunto delicado: o tráfico de cannabis albanesa, que inunda os mercados europeus e, segundo estimativas, gera lucros equivalentes a um terço do produto interno do bruto do país.

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