Coalizão contra-ataca Estado Islâmico na Síria após revés em Raqa

Beirute, 1 Jul 2017 (AFP) - As forças apoiadas pelos Estados Unidos na Síria contra-atacaram o grupo Estado Islâmico (EI) em seu bastião em Raqa, após terem perdido uma localização estratégica - informou neste sábado (1º) o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

"As Forças Democráticas Sírias (FDS) lançaram na noite de sexta-feira uma contraofensiva para recuperar Al-Senaa", situada a leste de Raqa, relatou o diretor do OSDH, Rami Abdel Rahman.

As FDS haviam expulsado o EI de Al-Senaa em 12 de junho passado, uma semana antes de conseguirem entrar no grande bastião extremista localizado ao norte da Síria.

Recorrendo a atentados com carro-bomba e drones, o grupo extremista conseguiu fazê-las recuar até recuperar o bairro na última sexta-feira (30).

"Foi o ataque mais violento do EI no momento", disse à AFP uma fonte militar das Forças Democráticas Sírias.

De acordo com a mesma fonte, o EI encurralou aproximadamente 50 membros das forças de elite - combatentes árabes apoiados por Washington e aliados das FDS - antes de os ataques aéreos da coalizão internacional romperem esse cerco.

Al-Senaa é estrategicamente importante tanto para o EI quanto para as FDS, já que está localizada próximo ao centro da cidade. Lá se encontram os principais focos dos extremistas.

"A essa altura, as FDS recuperaram cerca de 30% de Al-Senaa. Há combates e ataques aéreos da coalizão no bairro", declarou Abdel Rahman à AFP.

Cerca de 2.500 extremistas são combatentes em Raqa, de acordo com o segundo comandante da coalizão internacional, o general britânico Rupert Jones. A ONU calcula que pelo menos 100 mil civis ainda estejam presos na cidade.

Tomada pelos extremistas em 2014, Raqa se transformou em símbolo das atrocidades cometidas pelo EI, além de se tornar base para o planejamento de atentados aos países estrangeiros.

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