Procuradoria denunciará familiares de ex-ministro de Maduro por caso Odebrecht

Caracas, 13 Jul 2017 (AFP) - A Procuradoria venezuelana citou nesta quarta-feira a esposa e a sogra do deputado e ex-ministro de Transporte e Obras Públicas Haiman El Troudi por supostos atos de corrupção relacionados à empreiteira Odebrecht.

"O Ministério Público citou na qualidade de denunciados Elita Del Valle Zacarías Díaz e sua filha María Eugenia Baptista Zacarías por estarem supostamente relacionadas ao caso Odebrecht", assinala um boletim do organismo.

Segundo a Procuradoria, "ambas as mulheres estão relacionadas com Haiman El Troudi, que foi ministro do Poder Popular para Transporte Terrestre e Obras Públicas" entre 2014 e 2015 durante o governo de Nicolás Maduro.

El Troudi também foi ministro de Planejamento e Desenvolvimento e diretor do gabinete da Presidência do falecido presidente Hugo Chávez.

Em mensagem no Twitter, El Troudi garantiu que sua gestão como ministro foi transparente e que ele, e não seus familiares, se apresentará ao Ministério Público.

"Arremetem contra minha família cientes de que não têm nada a ver com os processos administrativos da minha gestão como ministro (...). Isto é simplesmente uma perversidade".

O Ministério Público convocou as duas mulheres para 27 de julho "a fim de que sejam denunciadas por crimes previstos na Lei contra a Corrupção".

"Este processo responde a uma investigação levada à frente pelo Ministério Público sobre diversas irregularidades detectadas em contratações feitas pelos representantes da mencionada empreiteira brasileira", acrescentou o boletim.

Entretanto, em uma sentença divulgada após a citação, o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) decidiu que o Ministério Público só poderá denunciar as pessoas aos juízes de controle de cada caso.

Na última terça-feira, a procuradora-geral, Luisa Ortega, anunciou que denunciará vários funcionários que supostamente receberam propinas da empreiteira.

"Temos identificado funcionários públicos que comprometeram o patrimônio do Estado (...). Cuidado com aqueles que assinaram esses contratos, que não fizeram o acompanhamento e essas obras nunca terminaram. Muitos deles também receberam comissões", disse a funcionária em entrevista a uma rádio.

De acordo com a delação de Marcelo Odebrecht, a Venezuela foi o segundo país da América Latina que mais recebeu propinas - 98 milhões de dólares, atrás apenas do Brasil.

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