Tapete vermelho para Trump em visita a Paris, longe dos problemas de Washington

Paris, 13 Jul 2017 (AFP) - Donald Trump e sua mulher, Melania, chegaram nesta quinta-feira (13) a Paris para uma visita de dois dias cheia de pompa, longe da tensa atmosfera de Washington, onde o escândalo do suposto complô com a Rússia se aproxima perigosamente do presidente dos Estados Unidos.

Convidado para comemorar o centenário da entrada dos Estados Unidos na Primeira Guerra Mundial, o casal presidencial desembarcou esta manhã e logo se separou.

O presidente, que iniciará à tarde a parte diplomática de sua visita, foi até a embaixada dos Estados Unidos no coração de Paris.

Sua esposa, Melania, muito elegante em um tailleur vermelho, visitou um grande hospital infantil. Muito sorridente, falou em inglês e em francês com os pacientes e recebeu de presente um exemplar do livro O Pequeno Príncipe, de Saint-Exupéry.

Na parte da tarde, ela se encontra com Brigitte Macron, esposa do presidente francês, para uma visita à catedral de Notre-Dame e para um cruzeiro no rio Sena.

À noite, o casal presidencial francês oferecerá um jantar no prestigioso restaurante localizado no segundo andar da Torre Eiffel, com uma vista imbatível da Cidade-Luz.

"Temos o hábito de receber bem as pessoas que convidamos. Vamos nos esforçar para que essa estada se passe bem", explicou o Palácio do Eliseu, desmentindo a ideia de que este convite seja um cheque em branco ao imprevisível presidente americano.

- Luta contra o terrorismo -Trump será recebido com solenidade por Emmanuel Macron na parte da tarde no Hôtel National des Invalides. Uma cerimônia militar, revista das tropas e uma parada no túmulo de Napoleão estão na agenda. Os dois líderes, que se encontraram várias vezes, vão então conversar no Eliseu. Na sexta-feira (14), assistirão ao tradicional desfile de 14 de julho.

Com o convite, Macron, um centrista pró-europeu de 39 anos que assumiu a presidência francesa há apenas dois meses, espera iniciar uma relação privilegiada com o imprevisível presidente americano.

Macron explicou que França e Estados Unidos têm pontos de convergência essenciais.

"A luta contra o terrorismo e a proteção de nossos interesses vitais. Seja no Oriente Médio, ou na África, nossa cooperação com os Estados Unidos é exemplar", disse em uma entrevista ao jornal "Ouest-France".

"Precisamos dos Estados Unidos", admitiu o presidente Macron.

Segundo maior contribuinte da coalizão internacional que combate o Estado Islâmico no Iraque e na Síria, a França é "um parceiro muito próximo no âmbito da segurança", reconhece uma autoridade americana.

Mas, segundo o Eliseu, os assuntos de divergência - em particular o clima - "não serão evitados".

Desde a retirada dos Estados Unidos, no início de junho, do Acordo de Paris sobre as mudanças climáticas, o presidente francês não parou de defender o acordo, principalmente com o slogan: "Make our planet great again", parodiando o lema de campanha do presidente Trump.

- 'Boa química' -Trump e Macron "têm muito em comum no modo de ver o mundo", estima uma autoridade americana, para quem há "uma boa química" entre os dois líderes.

Durante a recente cúpula do G20 em Hamburgo, o presidente francês tratou seu colega americano de forma amável, contrastando com outros europeus, incluindo a chanceler alemã, Angela Merkel, muito crítica em relação a Trump.

Por coincidência, Merkel também está em Paris nesta quinta-feira para uma cúpula franco-alemã com Emmanuel Macron. Não está previsto um encontro entre Trump e a chanceler.

A agenda intensa de Trump contribuirá para que o magnata republicano de 71 anos esqueça, ao menos por algumas horas, de seus problemas em Washington.

Seu filho mais velho, Donald Trump Jr., está envolvido em uma polêmica sobre contatos com a Rússia, em mais um capítulo do interminável escândalo sobre a suposta interferência do Kremlin na eleição presidencial americana de 2016.

Na quarta-feira, o canal CNN divulgou um vídeo que mostra o presidente Donald Trump em um jantar há quatro anos com figuras-chave da controvérsia sobre a suposta ingerência da Rússia na disputa pela Casa Branca.

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