Diplomatas de Rússia e EUA têm conversa 'dura'

Washington, 19 Jul 2017 (AFP) - Diplomatas de Washington e Moscou tiveram uma conversa "dura e direta" sobre as tensões bilaterais, informou nesta terça-feira o departamento americano de Estado.

Em Washington, a conversa ocupou um lugar de destaque na agenda de Thomas Shannon, o número três do departamento de Estado, e do vice-ministro russo de Relações Exteriores, Sergei Ryabkov, na última segunda-feira.

O Kremlin exigiu que Washington restabeleça o acesso a duas instalações diplomáticas russas, nos estados de Nova York e Maryland, que o governo de Obama restringiu em dezembro depois das suspeitas iniciais sobre o envolvimento de Moscou na campanha eleitoral americana de 2016.

"A conversa foi dura, franca e deliberada, refletindo o compromisso de ambas as partes com uma resolução", assegurou o departamento de Estado. "Estados Unidos e Rússia buscam uma solução de longo prazo que se ocupe das áreas de preocupação bilateral que têm tensionado a relação".

Depois da reunião, às perguntas de jornalistas sobre se o problema das missões diplomáticas havia sido resolvido, Ryabkov respondeu: "Quase, quase".

O tema das instalações diplomáticas foi exposto "sem ambiguidades" pelo presidente russo, Vladimir Putin, no encontro com o americano Donald Trump à margem da cúpula do G20 em Hamburgo neste mês, informou o porta-voz russo Dmitri Peskov.

Durante essa cúpula na Alemanha, além do encontro bilateral de duas horas junto a seus chanceleres, Trump e Putin tiveram mais uma conversa, não revelada até agora, conforme reconheceu nesta terça-feira a Casa Branca.

"Houve um jantar social para casais no G20", disse um funcionário da Casa Branca à AFP. "Ao final, o presidente falou com Putin no jantar".

Trump reagiu no Twitter. "A nota Fake News (notícias falsas) sobre o jantar secreto com Putin é 'repugnante'. Todos os líderes do G20 e seus cônjuges foram convidados pela chanceler da Alemanha. A imprensa sabia!" - escreveu.

Em um segundo tuíte acrescentou: "A Fake News está se tornando cada vez mais desonesta! Elas fazem até que um jantar organizado para os 20 maiores líderes na Alemanha pareça sinistro!".

O governo de Trump tem sido cercado por acusações de que os assessores mais próximos do presidente se uniram à Rússia para ganhar as eleições de 2016.

Um segundo funcionário do governo negou que tenha se tratado de uma "segunda reunião" e descreveu o encontro como uma "breve conversa ao final de um jantar".

"A insinuação de que a Casa Branca tentou 'esconder' uma segunda reunião é falsa, maldosa e absurda", disse esse segundo funcionário, acrescentando que durante o jantar Trump sentou entre a esposa do primeiro-ministro do Japão e a esposa do presidente argentino, Maurício Macri, enquanto Melania Trump sentou-se perto de Putin.

"Durante o jantar, os líderes circularam pelo salão e falaram livremente uns com os outros. O presidente Trump falou com muitos líderes. Quando o jantar estava acabando, o presidente Trump se aproximou de sua esposa, momento em que falou brevemente com Putin", acrescentou.

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