EUA e China decidem cooperar para reduzir déficit comercial

Washington, 20 Jul 2017 (AFP) - Estados Unidos e China acertaram nesta quarta-feira cooperar para a redução do déficit comercial, na primeira rodada de negociações econômicas bilaterais desde o início da presidência de Donald Trump, informou Washington ao final do encontro.

O secretário de Comércio, Wilbur Ross, e seu colega do Tesouro, Steven Mnuchin, iniciaram as conversações entre as duas principais economias mundiais com exigentes demandas para uma relação mais "justa, equitativa e recíproca".

A parte americana exigiu mudanças após destacar que as exportações chinesas para os Estados Unidos cresceram mais de 200% nos últimos 15 anos e alimentam um déficit comercial que foi de 309 bilhões de dólares en 2016.

Mas Ross e Mnuchin escolheram um tom mais moderado ao final das conversações com a delegação chinesa, liderada pelo vice-premier Wang Yang.

"A China reconheceu nosso objetivo compartilhado de reduzir o déficit comercial, no qual os dois lados trabalharão cooperativamente", declararam Ross e Mnuchin.

"Os princípios de equilíbrio, equidade e reciprocidade em matéria de comércio seguirão guiando a posição americana para que possamos oferecer aos trabalhadores e aos empresários americanos a oportunidade de competir em igualdade de condições".

Wang sugeriu aos Estados Unidos que não pressione excessivamente, destacando a importância do "diálogo" sobre a "confrontação". "Não necessitamos que um derrote o outro nas discussões de nossas divergências. O confronto prejudicará os interesses de ambos".

Em seu discurso, Wang afirmou que "há um enorme mercado potencial na China para as exportações americanas de tecnologia avançada; equipamentos e peças, mas, lamentavelmente, as empresas americanas não pegam esta parte do bolo devido a controles obsoletos de exportações nos Estados Unidos".

A legislação americana restringe a venda de alguns componentes de alta tecnologia quando existe a possibilidade de que sejam utilizados para fins militares.

Ao abrir as discussões, Ross declarou que o déficit poderia ser entendido "se fosse apenas resultado natural das forças do livre-mercado, mas não é isso". "Já está na hora de reequilibrar nossas relações de comércio e investimentos".

Steven Mnuchin avaliou que é preciso "trabalhar juntos para maximizar os benefícios às duas partes (...) e isso apenas será possível com uma relação mais justa e equilibrada entre Estados Unidos e China".

"Isso significa resolver os desequilíbrios provocados pela intervenção chinesa na economia", disse, completando: "Uma relação mais equilibrada vai gerar prosperidade para os dois países e para o mundo".

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