Trump pede a republicanos que aprovem reformas na saúde

Washington, 19 Jul 2017 (AFP) - O presidente Donald Trump fez sua última tentativa de salvar uma de suas principais promessas de campanha nesta quarta-feira, misturando ameaças e elogios ao dizer aos senadores republicanos que aprovassem a reforma de saúde antes das férias de verão.

Com sua credibilidade questionada, Trump declarou a um grupo de 49 senadores republicanos reunidos na Casa Branca que eles devem tentar mais uma vez anular e substituir o Obamacare e que não podem deixar Washington antes disto.

"Minha mensagem hoje é muito simples", declarou Trump ao grupo, do qual muitos sofrem pressão dos eleitores para se opor ao plano impopular.

"Temos que ficar aqui, não podemos deixar a cidade, temos que focar nisto e não deixar a cidade".

Há sete anos os republicanos prometem acabar com essa política - que estendeu a cobertura de saúde para milhões de americanos - dizendo ser inacessível e insustentável.

Enquanto os senadores entravam na Sala de Jantar podia-se notar o semblante sério da maioria, embora alguns esboçassem sorrisos.

Riram quando Trump brincou sobre estar pronto e esperando para assinar a medida.

"Acreditem, estou naquele escritório, tenho uma caneta em mãos", disse o presidente.

Mas o clima ficou mais pesado quando Trump insinuou que quem se colocar contra a medida pode enfrentar uma oposição por parte da Casa Branca, além de perder o emprego.

Dirigindo-se a Dean Heller, que é contra a mudança e estava sentado próximo a ele, Trump afirmou: "ele quer continuar sendo um senador, não quer?".

Trump pareceu mais irritado ao falar sobre as falhas do Obamacare e acusou o presidente Barack Obama de mentir.

"O Obamacare era uma grande mentira. 'Você pode manter o seu médico', mentira. 'Você pode manter o seu plano', mentira. Era uma mentira, vinda diretamente do presidente", disse Trump.

"'Você pode manter o seu plano', ele disse isso 28 vezes. Vinte e oito vezes. E era uma mentira, ele sabia que era".

A revogação das reformas de saúde assinadas por Obama deixaria mais de 22 milhões de americanos sem seguro até 2026, de acordo com a previsão do Escritório de Orçamento do Congresso.

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