Trump se arrepende de nomeação de Sessions como procurador-geral

Washington, 20 Jul 2017 (AFP) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira que jamais teria nomeado o procurador-geral, Jeff Sessions, se soubesse que ele se recusaria a investigar a suposta tentativa de ingerência da Rússia nas eleições.

Em uma entrevista ao jornal New York Times, o presidente também criticou o recente depoimento de Sessions a um painel do Senado que investiga o possível conluio entre Moscou e a campanha de Trump, dizendo que ele deu "algumas respostas ruins".

Sessions recusou-se a examinar o caso russo em março, depois que o Washington Post informou que ele se encontrou duas vezes com o embaixador russo Sergey Kislyak durante a campanha.

Trump disse que Sessions agiu de forma injusta ao assumir o cargo, em primeiro lugar, sabendo que se sentia comprometido com o caso.

"Como você pega um emprego e depois se recusa (a trabalhar)? Se ele tivesse recusado antes o trabalho, eu teria dito:" Obrigado, Jeff, mas não vou ficar com você".

"É extremamente injusto - usando uma palavra suave - para com o presidente", completou Trump.

Em um depoimento ao Comitê de Inteligência do Senado em junho, Sessions negou veementemente qualquer conluio com a Rússia em favor de Trump nas eleições americanas do ano passado. Ele classificou a suposição de "mentirosa e detestável".

Ele também se envolveu em prováveis trocas de ofensas com vários senadores que o pressionaram por detalhes sobre suas conversas com Trump, que se recusou a fornecer em nome da confidencialidade.

"Jeff Sessions me deu respostas ruins", disse o presidente ao jornal nova-iorquino.

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