Banqueiro espanhol condenado por corrupção se suicidou, aponta necropsia

Madri, 20 Jul 2017 (AFP) - Miguel Blesa, um banqueiro espanhol condenado a seis anos de prisão e encontrado morto ontem, suicidou-se - informaram autoridades da Andaluzia, sul da Espanha, nesta quinta-feira (20).

"A necropsia que fizeram nele nesta manhã no Instituto Anatômico Forense de Córdoba confirma que se tratou de uma morte por autolesão por arma de fogo", indicou a nota divulgada pelo governo regional da Andaluzia.

O ex-presidente da Caja Madrid, de 69 anos, foi encontrado na manhã de quarta-feira com um tiro no peito, em uma fazenda de caça, em Villanueva del Rey, em Córdoba (Andaluzia), ao lado de seu veículo.

Símbolo dos excessos do setor bancário espanhol, Blesa foi condenado em fevereiro passado a seis anos de prisão no caso dos "cartões black". Com eles, 12 milhões de euros foram desviados das entidades Caja Madrid e Bankia entre 2003 e 2012.

Muito próximo do partido da situação (o Partido Popular), Blesa foi apontado como o criador desse sistema de corrupção, quando esteve à frente da Caja Madrid, entre 1996 e 2009. Foi condenado por desviar mais de 436.000 euros.

Depois de deixar a presidência, a Caja Madrid e outras seis instituições em dificuldades se fundiram em 2010, criando o Bankia. Sua nacionalização deflagrou um milionário resgate europeu a esse banco espanhol.

Em 2013, tornou-se o primeiro grande banqueiro a ser preso após a crise financeira na Espanha, decorrente da bolha imobiliária de 2008. Foi condenado por malversação na venda, por parte da Caja Madrid, de um banco americano. Passou 15 dias preso, mas foi solto pouco tempo depois, com a anulação do processo judicial.

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