Distúrbios em greve na Venezuela deixam um morto e três feridos

Caracas, 20 Jul 2017 (AFP) - Um jovem de 24 anos morreu e outros três ficaram feridos durante um protesto no subúrbio de Caracas em meio à greve convocada pela oposição contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua Assembleia Constituinte, informou a Procuradoria.

A vítima fatal, identificada como Ronney Tejera, participava de uma manifestação no bairro de Los Teques quando foi "atingido por arma de fogo, ação que provocou sua morte imediata", segundo a Procuradoria, que não identificou os responsáveis.

Desde o início da atual onda de protestos contra Maduro, no dia 1º de abril, 98 pessoas morreram e milhares ficaram feridas.

Durante a greve desta quinta-feira, ocorreram confrontos entre manifestantes que bloqueavam as ruas com barricadas e as forças de segurança, que utilizaram bombas de gás lacrimogêneo e tiros de cartucho para dispersar os protestos.

Em Los Ruices (leste de Caracas), manifestantes atiraram pedras em funcionários do canal estatal de televisão VTV e queimaram uma cabine da polícia.

Também ocorreram confrontos nos subúrbios leste e oeste da capital, assim como nos Estados de Zulia (noroeste), Aragua (centro) e na Ilha Margarita.

Segundo Alfredo Romero, diretor da ONG Fórum Penal, a greve desta quinta-feira deixou ao menos 82 detidos, sendo 51 em Zulia.

Em Caracas e em outras cidades do país, muitos cruzaram os braços na greve de 24 horas, que começou às 06H00 local (07H00 Brasília).

Várias ruas foram bloqueadas com barricadas, lojas fecharam e os ônibus não circularam em Caracas e em outras cidades importantes do país.

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