Hezbolah lança operação na fronteira entre Síria e Líbano

Beirute, 21 Jul 2017 (AFP) - O movimento xiita libanês Hezbollah anunciou nesta sexta-feira (21) o lançamento de uma operação contra "terroristas armados" em uma região localizada na fronteira entre a Síria e o Líbano.

O canal do movimento xiita, Al-Manar, informou "o início de uma operação militar para livrar Jurud Aarsal e Qalamun de terroristas armados".

Jurud Aarsal, no leste do Líbano, é uma região fronteiriça montanhosa em torno da cidade de Aarsal. Milhares de sírios encontraram refúgio na região, em acampamentos não declarados.

Qalamun fica no oeste da Síria, perto do Líbano.

A agência de notícias libanesa ANI também divulgou o início de uma operação do Hezbollah em Jurud Aarsal.

O líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, lançou há uma semana um aviso para os extremistas presentes na região que representam "uma ameaça para todos, incluindo os refugiados sírios", afirmando que é hora "de pôr fim a essa ameaça".

Na terça-feira (18), o primeiro-ministro libanês, Saad Hariri, havia anunciado uma operação militar perto dos campos de refugiados em Jurud Aarsal, onde as forças de segurança libanesas foram atacadas recentemente.

- Sem confirmação -Não há confirmação oficial do envolvimento do Exército libanês na operação anunciada pelo Hezbollah.

O Exército indicou, porém, que "autorizou um grupo de mulheres e crianças vindos de um acampamento (de refugiados) perto das posições dos grupos armados a entrar na cidade de Aarsal", que não é o alvo da operação em curso.

País de quatro milhões de habitantes, o Líbano abriga mais de um milhão de refugiados que fugiram da guerra na vizinha Síria. Mais de 45.000 refugiados sírios registrados pela ONU vivem atualmente em Aarsal.

O chefe do Comitê Internacional da Cruz Vermelha no Líbano, Christophe Martin, disse à AFP que o CICV estava pronto para a eventual chegada de feridos de Jurud Aarsal.

"Fornecemos apoio a dois hospitais em Aarsal e entregamos a eles mais medicamentos e material cirúrgico", afirmou.

A segurança em Aarsal é, há tempos, motivo de preocupação no Líbano.

Em 2014, a ex-facção da Al-Qaeda na Síria e o grupo Estado Islâmico (EI) sequestraram 30 soldados e policiais após confrontos na região. Quatro reféns foram executados. Um não resistiu aos ferimentos e faleceu, enquanto 16 foram libertados em 2015. Nove permanecem em cativeiro.

De acordo com a imprensa do Hezbollah, a operação foi lançada em duas frentes: uma, na cidade síria de Flita; e outra, partindo da zona sul de Jurud Aarsal, controlada pelo grupo.

O Hezbollah combate na Síria ao lado das forças do governo do presidente Bashar al-Assad contra os rebeldes.

O presidente libanês, Michel Aoun, advertiu sobre manifestações de hostilidade em relação aos refugiados sírios depois que as tropas libanesas foram atacadas em junho, em dois campos na região de Aarsal.

Nesses ataques, cinco homens-bomba se explodiram, matando uma menina e ferindo sete soldados. Dezenas de pessoas foram presas.

hek-sah/feb/pa.

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