Maduro rejeita 'insolente' sanção dos EUA contra funcionários venezuelanos

Em Caracas

  • EFE

    Tibisay Lucena (centro), presidente do CNE (Conselho Nacional Eleitoral) da Venezuela, foi alvo das sanções

    Tibisay Lucena (centro), presidente do CNE (Conselho Nacional Eleitoral) da Venezuela, foi alvo das sanções

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, rejeitou nesta quarta-feira (26) a sanção dos Estados Unidos contra 13 funcionários e ex-colaboradores de seu governo, que qualificou de "insolente".

Maduro chamou de "ilegal, insolente e insólita a pretensão de um país de sancionar outro país. O que pensam os imperialistas dos Estados Unidos? Que são o governo mundial?! (...) Não aceitamos!" - declarou o presidente.

O governante socialista condecorou os sancionados, entregando-os réplicas da espada do herói Simón Bolívar, em um ato de campanha pela Assembleia Constituinte.

"Os filhos de Bolívar não se rendem", exclamou Maduro, enquanto os presentes entoavam frases "anti-imperialistas".

O departamento do Tesouro americano anunciou nesta quarta-feira sanções econômicas contra os funcionários por "minar a democracia" e por sua "responsabilidade" em atos de violência ou corrupção. É o terceiro pacote de medidas aplicado por Washington a venezuelanos.

Entre os assinalados destacam-se os ministros de Educação e Defesa, Elías Jaua e Néstor Reverol; a presidente do Conselho Nacional Eleitoral, Tibisay Lucena; e o defensor público, Tarek William Saab, que tiveram seus bens congelados nos Estados Unidos.

As sanções coincidem com um momento-chave, pois a oposição propõe um "boicote" às eleições da Constituinte, que considera uma manobra para instaurar "uma ditadura".

O presidente americano, Donald Trump, ameaçou aplicar sanções ao governo de Maduro se persistisse em impulsionar a Assembleia para modificar a Carta Magna.

São "formas de pressão para ver se quebram o Estado venezuelano [...] e posso dizer que as sanções [...] representam uma vitória do Estado venezuelano, que está firme, de pé, unido, se fortalecendo, rumo à Constituinte", afirmou Maduro.

Para frear a votação, a oposição começou nesta quarta-feira uma greve de 48 horas, entre protestos que já deixaram 104 mortos em quatro meses e exigem também a saída de Maduro do poder.

"Garantimos em 30 de julho a voz a todos os venezuelanos e venezuelanas. Se me sancionarem por isso, bem-vindas essa e todas as sanções que possam surgir", expressou Lucena ao ser condecorada.

"Graças a Deus esses imbecis pensaram em me sancionar. É o melhor reconhecimento ao meu espírito antirrevolucionário", expressou a ex-ministra Iris Varela, enquanto recebia sua espada.

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