Palestinos põem fim ao boicote da Esplanada das Mesquitas

Jerusalém, 27 Jul 2017 (AFP) - As autoridades políticas e religiosas palestinas pediram a todos os fieis que voltassem nesta quinta-feira (27) a rezar na mesquita de Al-Aqsa, na Esplanada das Mesquitas de Jerusalém Oriental, depois de Israel recuar em todas as medidas de segurança em vigor desde meados de julho.

"As autoridades religiosas muçulmanas em Jerusalém fazem um apelo aos palestinos para que entrem na Al-Aqsa para fazer a oração da tarde", declarou um membro do Waqf, o organismo encarregado dos bens muçulmanos em Jerusalém, em entrevista coletiva.

Em declarações divulgadas nesta quinta, o presidente palestino, Mahmud Abbas, reforçou o chamado das autoridades muçulmanas.

"As orações vão acontecer, com a ajuda de Deus, dentro da mesquita de Al-Aqsa", disse Abbas em entrevista coletiva, após as autoridades muçulmanas anunciarem o fim de um boicote de quase duas semanas.

Ele indicou, porém, que ainda não há uma decisão sobre a retomada da coordenação na área de segurança entre a Autoridade Palestina e Israel, paralisada na semana passada.

Abbas havia feito da retirada das novas medidas de segurança um pré-requisito para o restabelecimento da coordenação.

O governo jordaniano também celebrou a decisão israelense de retirar seu novo dispositivo de segurança para a Esplanada.

"O recuo das autoridades israelenses em relação às suas medidas (sobre a Esplanada das Mesquitas) é uma etapa essencial no sentido do apaziguamento da situação", declarou o ministro da Informação e porta-voz do governo, Mohamed Momani.

Nesta quinta, a Polícia israelense anunciou que eliminou durante a noite as medidas de segurança ainda em vigor, após o desmantelamento, na terça-feira (25), dos detectores de metais na entrada da Esplanada das Mesquitas em Jerusalém Oriental. As estruturas de câmeras de vigilância foram retiradas logo cedo hoje.

"A Polícia voltou às medidas de segurança vigentes antes do ataque terrorista na Esplanada das Mesquitas, em 14 de julho", afirmou um porta-voz, referindo-se ao ataque letal contra dois policiais israelenses perto desse sensível ponto.

A instalação dos detectores de metais dois dias após a morte desses dois agentes gerou tensões e atos de violência. Israel justificou a medida, alegando que os autores do ataque haviam escondido armas na Esplanada das Mesquitas.

Os palestinos perceberam nessa atitude uma tentativa de Israel de afirmar seu controle sobre o local, chamado de Monte do Templo pelos judeus. O Estado israelense controla as entradas, mas é a Jordânia quem administra a Esplanada.

As autoridades israelenses garantiram que não tinham a intenção de mudar as regras tácitas. Ainda assim, a aplicação das novas medidas provocou violentos confrontos em Jerusalém Oriental e na Cisjordânia ocupada, deixando cinco mortos e dezenas de feridos.

Três israelenses também foram mortos por um palestino em uma colônia na Cisjordânia ocupada.

Após forte pressão da comunidade internacional, que temia uma escalada da violência, Israel aceitou na terça-feira (25) retirar os detectores de metais, indicando que os substituiria por outro meio de segurança, "com base em tecnologias avançadas".

Por fim, o governo israelense decidiu um retorno puro e simples à situação de antes de 14 de julho, como exigido pelas autoridades muçulmanas e políticas palestinas.

Desde o início da crise, os fiéis muçulmanos rezavam na parte externa da Esplanada das Mesquitas, que inclui a mesquita Al-Aqsa e o Domo da Rocha.

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