Crise: Amã exige investigação antes da volta da embaixadora de Israel

Amã, 28 Jul 2017 (AFP) - A Jordânia informou Israel que não aceitará o retorno de sua embaixadora em Amã até a abertura de uma investigação sobre o letal incidente envolvendo um segurança israelense dessa missão diplomática - disse uma fonte do governo à AFP nesta sexta-feira (28).

O reino "não permitirá à embaixadora Einat Shlein e ao corpo diplomático retornar antes da abertura de uma investigação séria", declarou a mesma fonte, que pediu para não ser identificada.

A maioria dos membros da embaixada, entre eles a embaixadora, deixou o país após o episódio.

No último domingo (23), um guarda da embaixada israelense em Amã matou dois jordanianos. Segundo o órgão responsável pela Segurança no país, um jordaniano de 17 anos foi instalar o mobiliário na casa desse segurança, em um apartamento da embaixada. Uma briga explodiu, e o rapaz agrediu e feriu o israelense. Este último atirou em represália.

O Ministério israelense das Relações Exteriores relatou, por sua vez, que o jordaniano tentou apunhalar o agente, usando uma chave de fenda.

O proprietário do imóvel, que estava ao lado, também foi morto pelos disparos dados pelo israelense.

Na quinta-feira (28), o rei Abdullah II da Jordânia já havia pedido ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que processe o agente. Também criticou a maneira como ele foi calorosamente recebido pelo premiê em seu retorno a Israel.

Além disso, o rei advertiu Israel sobre o "impacto direto" do incidente nas relações entre os dois países.

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