Ministro britânico das Finanças defende transição pós-Brexit em 3 anos

Londres, 28 Jul 2017 (AFP) - O ministro britânico das Finanças, Philip Hammond, defendeu nesta sexta-feira (28) um período de transição de três anos entre a saída do Reino Unido da União Europeia e o estabelecimento de uma nova "relação de longo prazo".

Os britânicos "não desejam uma ruptura abrupta. Portanto, é preciso haver um período em que avancemos progressivamente da situação atual para um novo relacionamento de longo prazo", declarou o ministro à rádio BBC 4.

"Este processo deve ser concluído até as próximas eleições parlamentares (britânicas), em junho de 2022. Isso representa um período de três anos" a partir da concretização do Brexit, que deve acontecer em março de 2019, acrescentou Hammond.

No início dessa transição, as disposições que regem a relação entre a UE e o Reino Unido poderiam ser "muito semelhantes" às atuais. Elas devem, em seguida, "progredir" para estabelecer normas para o relacionamento futuro que será baseado em "um novo tratado".

Inicialmente, os bens poderão continuar a atravessar a fronteira entre UE e Reino Unido "de uma maneira comparável ao que é feito atualmente", espera o ministro, acrescentando que "nosso desejo é continuar o comércio".

Em relação aos cidadãos europeus, "continuarão autorizados" a entrar no Reino Unido, mas deverão "se registrar".

"Assim saberemos quem entra e quem sai do território", justificou.

Os controles e possíveis restrições à imigração não serão implementados imediatamente após o Brexit, garantiu o ministro.

"Não é uma questão de escolha política, mas uma questão material. Teremos que estabelecer um conjunto de novas infraestruturas", alertou.

O estabelecimento de transição desse tipo ainda não foi discutido com Bruxelas. O ministro das Finanças, que defende uma saída suave da UE, considera que um tratado não pode ser concluído antes do prazo final de março de 2019.

As negociações do Brexit começaram em junho sobre três questões fundamentais: os direitos futuros dos cidadãos europeus estabelecidos no Reino Unido; a "conta a pagar" pelo divórcio; e a questão da fronteira irlandesa.

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