Fora do Brasil, HSBC registra lucro no primeiro semestre

Hong Kong, 31 Jul 2017 (AFP) - O banco britânico HSBC anunciou, nesta segunda-feira, que fechou o primeiro semestre em alta, graças à redução global de custos e à uma conjuntura de mercado mais favorável.

O grupo, baseado em Londres, deu início, há dois anos, a uma estratégica de redução de custos que encerrou milhares de vagas de emprego.

O banco indicou que os resultados nos primeiros seis meses deste ano foram "excelentes", ante um 2016 turbulento.

O lucro líquido avançou 10% entre janeiro e junho, a 7 bilhões de dólares, em relação ao mesmo período do ano passado. O lucro antes de impostos subiu 5%, a 10,2 bilhões.

Ainda que persistam as dúvidas e incertezas sobre o Brexit e as relações futuras entre Londres e União europeia, o HSBC se mostra "resistente", declarou seu presidente, Douglas Flint.

O grupo colhe os frutos das medidas de arrocho dos últimos anos, que provocaram uma redução de 12% dos gastos operacionais (16,4 bilhões de dólares), em grande parte por causa da liquidação de seus negócios no Brasil.

O banco se beneficiou, simultaneamente, de uma conjuntura financeira mais favorável, com mercados mais orientados, e um aumento das taxas do Fed (Federal Reserve, o Banco Central americano).

O HSBC ainda anunciou a execução de um programa de compra de ações de até 2 bilhões de dólares ao longo do segundo semestre.

O mercado apreciou as novidades. Na bolsa de Londres, na manhã desta segunda, as ações do banco tinham alta de 2,74%, a 765,60 centavos.

"Os resultados do HSBC são sem dúvida superiores ao que o mercado esperava", declarou Dickie Wong, analista da Kingston Securities. O banco está "em ótima forma" após as amplas reestruturações iniciadas a partir da crise financeira de 2008, completou.

A maior parte dos lucros do banco, 75%, provém de suas operações na Ásia.

Os resultados mostram a recuperação progressiva do HSBC, recentemente abalado por escândalos e resultados financeiros decepcionantes.

Em 2015, o banco anunciou a demissão de 50 mil funcionários num plano de reestruturação mundial, que incluiu a venda de suas atividades no Brasil e na Turquia.

Em relação ao Brexit, o HSBC avalia que "1 bilhão de dólares em faturamento estão em risco, e não consideramos perdê-los", destacou o diretor-geral, Stuart Gulliver, numa teleconferência.

Por esse motivo, explicou ele, o HSBC vai deslocar empregos. "Algumas atividades dependem da legislação europeia e não vão poder mais operar a partir do Reino Unido. Isso diz respeito a cerca de mil vagas que queremos mudar para a França", indicou.

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HSBC

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