Inflação na zona do euro se mantém estável em 1,3% em julho

Bruxelas, 31 Jul 2017 (AFP) - A inflação se manteve estável em julho na zona do euro, a 1,3%, mas longe do objetivo do Banco Central Europeu (BCE), de um nível abaixo mais próximo de 2%.

A agência europeia de estatísticas Eurostat divulgou sua primeira estimativa para a inflação em julho, bem como os dados do desemprego, que em junho caiu nos 19 países do Euro a 9,1% - seu nível mais baixo desde fevereiro de 2009.

"Enquanto os dados do desemprego em junho passam uma imagem positiva do mercado de trabalho na zona do euro, os números da inflação em julho confirmam que essa dinâmica ainda deve gerar uma pressão inflacionária", apontou Jennifer McKeown, da Capital Economics.

Ainda que a inflação de 1,3% corresponda às expectativas dos analistas consultados pelo provedor de serviços financeiros Factset, a inflação subjacente foi ligeiramente superior à expectativa dos especialistas, de 1,1%.

De acordo com a Eurostat, a inflação subjacente - que não considera preços voláteis de energia, alimentos, álcool e tabaco - expandiu no bloco monetário em julho, de 1,1% no mês anterior a 1,2%.

Apesar do resultado melhor, Bert Colijn, da ING, avalia que essa alta "não deve ser um alento aos partidários de uma mudança da política monetária do BCE, já que há poucos motivos para melhorar nos próximos meses".

- Paciência e prudência -Em sua última reunião, o presidente do BCE, Mario Draghi, destacou que a inflação subjacente "continua em seu conjunto de níveis limitados". "Devemos ser perseverantes, pacientes e prudentes" antes de uma mudança na política, completou o português.

A instituição monetária sediada em Frankfurt, na Alemanha, considera que uma inflação pouco inferior a 2% é um sinal de boa saúde econômica, já que corresponde à definição de estabilidade de preços.

Para sustentar o crescimento econômico e afastar a ameaça de deflação que lhe cercava em 2014, o BCE vem reduzindo, desde 2015, seus principais tipos de juros a seu menor nível e inundou o mercado com liquidez, comprando bilhões e bilhões de euros em dívidas.

McKeown opinou que o BCE poderia "diminuir a compra de ativos no ano que vem", embora "os aumentos das taxas de juros ainda pareçam uma possibilidade distante".

- Desemprego desigual -Ainda que o número de desempregados na Eurozona tenha caído progressivamente dos 12,1% atingidos entre abril e junho de 2013, no auge da crise da dívida, aos 9,1% registrados no mês passado, as diferenças entre os países são gritantes.

A Alemanha, primeira economia da zona do euro, segue em seu nível mais baixo (3,8% em junho), ante os dados da Grécia (21,7% em abril), submetida desde 2010 a uma série de programas de resgate, Espanha (17,1%) ou Itália (11,1%).

Esses três países têm os maiores níveis de desemprego juvenil, superiores a 35%, em comparação à média da zona do euro, que em junho estava em 18,7%.

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