Venezuelanos no exterior repudiam Constituinte de Maduro

Miami, 31 Jul 2017 (AFP) - Venezuelanos no exterior, de Miami a Madri, passando por Bogotá, foram às ruas contra a polêmica Assembleia Constituinte.

Com gorros tricolores e carregando bandeiras, dezenas de pessoas protestaram contra a Constituinte em diferentes áreas de Doral, Weston, Kendall e Boca Ratón, redutos dos venezuelanos em Miami, no sul da Flórida.

"Não é um segredo que esse processo constituinte busca acabar com o Estado de direito em nosso país, e isso significaria a instauração de uma ditadura", disse à AFP a advogada e cientista política Lisbeth García, de 43 anos, que usava um colar com contas com as cores da bandeira.

"Não queremos uma nova Constituição. Queremos que se cumpra a Constituição que temos atualmente", acrescentou García, que carregava um cartaz contra o governo junto com um grupo de ativistas em uma esquina de El Doral. O grupo era saudado com buzinaços pelos veículos que passavam.

Mais cedo neste domingo, centenas de pessoas também protestaram em Madri, agitando bandeiras da Venezuela e cartazes que pediam "Países do mundo, nos ajudem".

"Estamos enviando uma mensagem à Espanha e a outros países para que nos apoiem e não reconheçam essa Constituinte fraudulenta", disse à AFP Ana María Raven, de 47 anos.

Também houve protestos em países como México, Argentina, Peru e Colômbia.

Em Lima, mais de 100 venezuelanos marcharam para a praça central do distrito de Miraflores, em uma "Caminhada pela paz".

Um dos organizadores, Óscar Pérez, disse à AFP que a marcha também teve o objetivo de agradecer ao governo Pedro Pablo Kuczynski por "proteger" os venezuelanos "perseguidos pelo regime de Maduro".

Já em Bogotá, cerca de 30 pessoas se reuniram em frente à residência do embaixador venezuelano, Iván Rincón, gritando palavras de ordem como "Liberdade, liberdade!".

Na véspera da eleição, pelo menos 500 venezuelanos protestaram em Cúcuta, capital de Norte de Santander.

Na Guatemala, dezenas de venezuelanos se concentraram no monumento a Simón Bolívar, situado na popular avenida Las América, da capital, para rejeitar a Constituinte.

Enquanto isso, na Argentina, outros 100 venezuelanos repudiaram a votação, cantando e segurando cartazes com mensagens como "Não à fraude".

Já no Chile cerca de 20 pessoas se aproximaram da embaixada da Venezuela em Santiago para mostrar seu apoio à votação em seu país. Opositores não foram vistos no lugar.

A Assembleia Constituinte será instalada na próxima quarta-feira, no Palácio Legislativo, onde funcionará em paralelo ao Parlamento.

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