Ação acusa Fox de fabricar 'fake news' para Trump

Nova York, 1 Ago 2017 (AFP) - A Fox News juntamente com partidário de Donald Trump e a Casa Branca teria fabricado "fake news" para fazer avançar a agenda do presidente e tentar acabar com a especulação de que houve conluio entre a equipe de Trump e a Rússia, afirma o processo.

A ação, arquivada na corte federal de Manhattan nesta terça-feira, é apresentada por Rod Wheeler, colaborador da Fox News e ex-detetive policial, contra a emissora, um de seus jornalistas e outro colaborador

Alega que um artigo publicado em 16 de maio tentou promover a ideia de que um funcionário do Comitê Nacional Democrata assassinado foi a fonte dos e-mails vazados de seu partido durante a campanha de 2016, e não os hackers russos, como afirmou a Inteligência americana.

Como forma de reforçar, a ação alega que o artigo incluiu citações "fabricadas" de Wheeler.

"A motivação seria transferir a culpa da Rússia e ajudar a acabar com a especulação de que houve conluio entre o presidente Trump e a Rússia na tentativa de influenciar o resultado das eleições presidenciais", afirma o processo de 33 páginas.

Cita um dos partidários de Trump -Ed Butowsky-, ao dizer que o presidente revisou o artigo "antes de ser publicado e depois solicitou que fosse divulgado 'imediatamente'".

Também declara que quando Wheeler se queixou, Butowsky disse que "essa é a forma como o presidente quer o artigo".

A Casa Branca respondeu dizendo que Trump não tinha "conhecimento" da história.

"É completamente falso que ele ou a Casa Branca estejam envolvidos nesta história. Além disso, é um litígio em curso e vou encaminhá-lo às partes envolvidas", disse aos repórteres a porta-voz Sarah Huckabee.

A Fox News denunciou como "completamente errado" que o artigo tenha ajudado a prejudicar a cobertura da questão de conluio com a Rússia.

"A retração desta história ainda está sendo investigada internamente e não temos provas de que Rod Wheeler tenha sido mal citado", declarou o presidente da empresa, Jay Wallace.

O processo também alega que Butowsky manteve Sean Spicer, então porta-voz da Casa Branca, e o assessor sênior de Trump, Steve Bannon, informados sobre os seus esforços.

A Fox retirou o artigo em 23 de maio, mas o processo acusa a emissora de não limpar o nome de Wheeler e não admitir o erro.

Seth Rich, funcionário do Comitê Nacional Democrata, de 27 anos, foi morto a tiros em 10 de julho de 2016. A polícia afirma que ele foi morto durante um assalto.

O processo alega que Wheeler "perdeu a credibilidade aos olhos do público" e "sofreu danos irreparáveis em sua reputação e carreira".

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