Leopoldo López e Antonio Ledezma, ícones da oposição na Venezuela

Caracas, 1 Ago 2017 (AFP) - Leopoldo López e Antonio Ledezma, que voltaram a ser presos nesta terça-feira após a revogação da prisão domiciliar, são os mais emblemáticos nomes da oposição venezuelana.

Os dois voltaram para a prisão depois de seus pedidos para que a população não votasse na Assembleia Constituinte convocada pelo presidente Nicolás Maduro no domingo passado. López denunciou a votação como "a maior fraude da história do país".

- Leopoldo López -Líder da ala radical da oposição, este economista de 46 anos, com mestrado em Harvard, foi condenado a quase 14 anos de prisão acusado de incitar à violência nos protestos contra o governo que deixaram 43 mortos e 878 feridos em 2014.

Fundador do partido Vontade Popular, López fez carreira como adversário do falecido presidente Hugo Chávez (1999-2013).

Foi prefeito do município de Chacao (2000-2008) - um dos mais ricos de Caracas -, onde projetou uma imagem de dinamismo e eficiência que o colocou como possível candidato presidencial, mas acabou perdendo seus direitos políticos em duas ocasiões.

Casado com a ex-apresentadora de TV Lilian Tintori e pai de dois filhos, López voltou à prisão militar de Ramo Verde, na periferia de Caracas, onde passou três anos e cinco meses antes de receber autorização para ir para casa em 8 de julho por motivos de saúde.

O ex-chefe do Governo espanhol José Luis Rodríguez Zapatero teria intercedido para que cumprisse prisão domiciliar.

- Antonio Ledezma -O prefeito de Caracas, de 62 anos, foi detido em fevereiro de 2015, acusado de conspiração e associação para delinquir. Em abril daquele ano, obteve o benefício da prisão domiciliar por razões de saúde, depois de ser operado de uma hérnia inguinal.

O experiente político, advogado de profissão, formado nas fileiras do partido Ação Democrática, foi deputado do extinto Congresso (1984-1992), governador do antigo Distrito Federal (1992-1993), senador (1994-1996) e prefeito do município de Libertador em duas ocasiões (1996-2000).

A Promotoria pediu que fosse condenado a 16 anos de prisão por "supostamente apoiar grupos que pretendia desestabilizar o país através de ações violentas".

É casado com Mitzy Capriles e tem três filhos.

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