EUA: grande júri selecionado para painel sobre investigação russa (mídia)

Washington, 3 Ago 2017 (AFP) - O procurador especial Robert Mueller selecionou um grande júri para o painel que investiga a suposta ingerência russa na eleição presidencial de 2016, um passo importante para supostas acusações criminais, noticiou o Wall Street Journal nesta quinta-feira.

O jornal, citando duas fontes anônimas próximas ao caso, informou que o grande júri começou os trabalhos em Washington DC "nas últimas semanas".

Este movimento é um sinal que a abrangente investigação federal, que inclui alegações de que a equipe de campanha de Trump em coordenação com a Rússia quiseram interferir na eleição em prol do republicano, está caminhando.

A formação de um grande júri permitirá que Mueller, ex-diretor do FBI, possa exigir documentos e citar pessoas a prestar depoimento. Também poderia permitir a emissão de acusações.

"É uma significativa escalada no processo", disse à AFP o advogado de Segurança Nacional Bradley Moss.

"Não se forma um painel de grande júri a menos que a sua investigação tenha descoberto evidências suficientes que que possam refletir a violação de pelo menos uma, se não mais, disposições penais", declarou.

"Se você tem uma acusação garantida, o próximo passo é prender o réu".

O advogado da Presidência, Ty Cobb, disse não saber da convocação de um grande júri.

"Questões de grande júri normalmente são secretas", afirmou Cobb, acrescentando que "a Casa Branca favorecerá qualquer coisa que acelere a conclusão do trabalho de forma justa".

"A Casa Branca está empenhada em cooperar plenamente com o senhor Mueller".

A porta-voz da Casa Branca, Sarah Huckabee Sanders, disse que o presidente não era objeto de uma investigação.

"O ex-diretor do FBI James Comey afirmou três vezes que o presidente não está sob investigação e não temos razões para acreditar que isto mudou", assinalou.

Donald Trump negou repetidas vezes as alegações de conluio, dizendo ser vítima de uma "caça às bruxas" e de "notícias falsas".

No entanto, a Casa Branca foi obrigada a reconhecer que o filho mais velho de Trump, Donald Jr., seu genro, Jared Kushner, e o então chefe da equipe de campanha, Paul Manafort, se reuniram com uma advogada russa ligada ao Kremlin.

Mueller também está investigando registros financeiros de sócios de Trump sem estar relacionado à Rússia ou à eleição, de acordo com a CNN.

Mas Trump advertiu Mueller publicamente de que seus negócios estão fora de sua alçada e que investigá-los seria cruzar uma linha vermelha.

Esta revelação só irá alimentar a especulação de que Trump pode tentar frear a investigação demitindo Mueller.

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