Executivo da Volks tem pena reduzida por assumir culpa no 'dieselgate'

Chicago, 3 Ago 2017 (AFP) - Promotores americanos reduziram a pena de um executivo da Volkswagen que concordou em se declarar culpado de sua parte na ocultação do "dieselgate", o escândalo de manipulação das emissões de gases poluentes que abalou a empresa.

Nesta sexta-feira, Oliver Schmidt, que liderou o escritório de conformidade regulatória da empresa alemã até 2015, deve comparecer ao tribunal em Detroit para assumir sua culpa no caso.

Os procuradores retiraram uma das acusações de fraude, que tinha pena máxima de 20 anos de prisão. Eles mantiveram uma acusação de fraude de conspiração e outra de violar o Clean Air Act, que, somadas, têm pena máxima de sete anos.

A Volks admitiu em 2015 ter equipado 11 milhões de veículos no mundo com softwares para trapacear testes de emissão de gases poluentes, inclusive 600 mil automóveis nos Estados Unidos.

Carros movidos a diesel foram vendidos como "limpos", mas na verdade emitiam até 40 vezes mais que os limites permitidos de óxido de nitrogênio numa condução normal.

Schmidt é o segundo funcionário da Volks a declarar sua culpa, depois que o ex-engenheiro da empresa James Liang admitiu, no ano passado, ter ajudado a planejar os aparelhos de manipulação. Uma declaração do FBI citou Liang como uma testemunha cooperante.

A empresa aceitou pagar 4,3 bilhões de dólares em multas criminais e civis, além dos 17,5 bilhões de dólares que já tinha fechado em acordos com proprietários de carros, vendedores e para limpeza ambiental.

A Volkswagen ainda enfrenta uma série de desafios legais na Alemanha e ao redor do mundo e já gastou cerca de 24,4 bilhões de dólares para cobrir os gastos com o dieselgate.

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