Irã afirma que EUA violou acordo nuclear com sanções

Teerã, 3 Ago 2017 (AFP) - O Irã afirmou nesta quinta-feira que as novas sanções impostas pelos Estados Unidos violam o acordo nuclear firmado com as grandes potências e que o país vai reagir.

"Acreditamos que o acordo nuclear foi violado e vamos agir" sobre isto, disse o vice-ministro das Relações Exteriores, Abas Araghchi, após o presidente americano, Donald Trump, promulgar as novas sanções aprovadas pelo Congresso contra o Irã, Rússia e Coreia do Norte.

As novas sanções envolvem a Guarda Revolucionária, o programa balístico do Irã e o apoio de Teerã a grupos como o movimento xiita libanês Hezbollah, que Washington classifica como terrorista.

O acordo entre o Irã e as grandes potências (Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia, China e Alemanha) limita o programa nuclear iraniano ao uso civil em troca da suspensão progressiva das sanções internacionais.

Os Estados Unidos justificaram as novas sanções pelo programa de mísseis balísticos do Irã, depois de os iranianos testarem um novo lançador de satélites.

O Tesouro americano sancionou organizações e entidades iranianas vinculadas ao programa balístico da República Islâmica e denunciou as "ações de provocação" de Teerã e a ameaça que o Irã representa para o Oriente Médio.

O Irã anunciou na semana passada ter testado com sucesso um foguete, chamado Simorgh, capaz de colocar satélites de 250 kg a uma altitude de 500 km acima da superfície terrestre.

Washington reagiu alegando que o teste violou as resoluções do Conselho de Segurança da ONU.

A comissão iraniana que supervisiona a aplicação do acordo, integrada pelo presidente Hassan Rohani e outras autoridades, "adotou 16 medidas que incluem uma série de reações contra a ação dos Estados Unidos", completou Araghchi, sem revelar mais detalhes.

"Depois da promulgação da lei de sanções contra o Irã por Trump entramos em uma nova etapa e o Parlamento vai adotar sua própria lei em reação à lei americana", disse Araghchi.

A lei pretende, em particular, reforçar o programa balístico do país e a força Qods da Guarda Revolucionária para lutar contra as ações dos Estados Unidos.

"Como apontaram contra a Guarda Revolucionária e o corpo Qods, o Parlamento previu medidas para reforçar estas forças", afirmou o vice-ministro.

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