Mulher é condenada a 15 meses de prisão por incentivar suicídio do namorado

Nova York, 3 Ago 2017 (AFP) - Um juiz de Massachusetts condenou nesta quinta-feira uma mulher de 20 anos a uma pena de dois anos e meio, dos quais 15 meses seriam cumpridos atrás das grades, por encorajar o namorado adolescente a se matar.

O juiz Lawrence Moniz informou a Michelle Carter na Casa de Correção do Condado de Bristol que, após os 15 meses, o saldo de sua sentença seria suspenso até 1º de agosto de 2022 em período probatório.

Moniz disse que foi importante equilibrar punição e reabilitação pelo papel de Carter na morte de Conrad Roy, de 18 anos, que morreu de intoxicação por monóxido de carbono em sua caminhonete em julho de 2014.

Carter e Roy trocaram centenas de mensagens de texto nas quais a jovem repetidamente pediu que o rapaz executasse seu plano para se matar, ocultando tudo de seus pais.

Carter, que tinha 17 anos quando Roy morreu, ouviu a sentença em um tribunal juvenil em Taunton, ao sul de Boston, com as mãos cruzadas para a frente e os olhos baixos. Ela usava calças vermelhas e blusa creme.

Em declaração lida no tribunal, o pai de Roy, Conrad Roy Junior, disse estar com o coração partido pela perda de seu filho e acusou Carter de explorar sua luta contra a depressão em benefício de seu próprio bem-estar.

"Como Michelle Carter se comportou tão viciosamente e incentivou meu filho a acabar com a própria vida? Onde estava a humanidade dela? Em que mundo isso é aceitável?", perguntou.

"Rezo para que sua morte salve vidas um dia", disse a mãe do jovem, em uma carta lida pela promotoria.

"Rezo para que tenhamos uma lei para que outra mãe não tenha que passar pelo o que eu passei", acrescentou.

A acusação propôs uma sentença de entre sete e 12 anos, acusando Carter de travar "uma campanha deliberada e bem pensada" para causar a morte de Roy na tentativa de buscar atenção e simpatia.

Nenhum estado dos EUA tem uma lei para punir alguém que incentive o suicídio.

A defesa solicitou cinco anos de liberdade condicional supervisionada, incluindo aconselhamento sobre saúde mental. A defesa argumentou que Carter sofria de depressão, tinha usado antidepressivos e que lutou contra distúrbios alimentares.

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