Chanceler sul-coreana está disposta a se reunir homólogo da Coreia Norte à margem da Asean

Manila, 5 Ago 2017 (AFP) - A nova ministra de Relações Exteriores sul-coreana, Kang Kyung-Wha, declarou neste sábado, na chegada a Manila, Filipinas, para um fórum da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean, na sigla em inglês), que está disposta a se reunir com seu equivalente norte-coreano.

"Se há uma oportunidade diante de nós, devemos falar", declarou a chanceler à imprensa ao chegar à capital filipina, segundo a agência sul-coreana Yonhap.

O chanceler norte-coreano, Ri Hong-Yo, deve participar do fórum anual dos dez países da Asean, que, a partir de domingo, deve reunir 26 ministros de Exteriores, inclusive os de Estados Unidos, Rússia e China.

Kang, cujo país forma, com a China e o Japão, o grupo Asean + 3, estimou que todo encontro com seu homólogo norte-coreano é uma oportunidade para "fazer o Norte escutar nosso desejo de que parem as provocações e responder de forma positiva nossas propostas recentes" de diálogo.

Simultaneamente ao fórum, o Conselho de Segurança vota, neste sábado, em Nova York, um projeto americano de novas sanções a Pyongyang por seus testes balísticos.

Os Estados Unidos adiantaram que tentariam aproveitar a ocasião para criar uma frente unida de pressão a Pyongyang.

O secretário de Estado americano, Rex Tillerson, deve se reunir à margem do fórum com seu equivalente russo, Serguei Lavrov, pela primeira após Washington adotar novas sanções contra Moscou.

Antes da abertura do fórum anual dos chanceleres da Asean, o Vietnã pediu para seus sócios endurecerem o tom contra o expansionismo chinês no mar da China Meridionale criticou, num encontro informal na noite desta sexta-feira, os esforços das Filipinas para evitar um conflito com Pequim, segundo fontes diplomáticas.

Em sua cúpula no fim de abril em Manila, a Asean evitou criticar Pequim e mencionar a decisão do Tribunal Permanente de Arbitragem de Haia, que afirmou que as pretensões da China sobre este mar são ilegais.

A China empreendeu uma política muito agressiva de colonização da região, com projetos de construção de ilhas artificiais no mar que considera seu território nacional, em detrimento de quatro membros da Asean (Brunei, Malásia, Filipinas e Vietnã), assim como de Taiwan.

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