Ataque contra missão da ONU na Colômbia deixa um policial ferido

Um policial ficou ferido neste domingo em um ataque à missão da ONU na Colômbia, que supervisionava a retirada de armas de um esconderijo das Farc, informou a polícia, que atribuiu a ação a dissidências da antiga guerrilha ou ao ELN.

"Uma equipe formada por observadores da Missão das Nações Unidas, integrantes da Polícia Nacional e membros das Farc que antecipava trabalhos de extração de 'caletas' [esconderijos] sofreu emboscada na zona rural do município de Caloto, no departamento [estado] do Cauca (sudoeste)", indicou o organismo internacional em um comunicado.

A comitiva da ONU, encarregada de supervisionar o desarmamento e a reinserção dos rebeldes após o acordo de paz, foi atacada no município de Caloto, departamento (estado) de Cauca, informou uma fonte policial à AFP.

Os integrantes da missão estavam acompanhando o recolhimento de armas e munições de depósito dos rebeldes quando foram atacados por supostos dissidentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), completou.

Contudo, o chefe da polícia de Cauca, coronel Édgar Rodríguez, disse a rádios locais que o ataque foi responsabilidade de guerrilheiros do Exército de Libertação Nacional (ELN), único grupo rebelde ativo do país, com o qual o governo negocia o fim de meio século de conflito armado.

"Como resultado do ataque, um policial de 31 anos ficou ferido. Ele foi levado à cidade de Cali e seu estado [de saúde] não foi divulgado", explicou a fonte, que ainda disse que os disparos começaram por volta de 8H00 no horário local (10H00 em Brasília).

O ELN negou sua responsabilidade na emboscada. "Testemunhas e autoridades indígenas apontam uso de braceletes elenos (do ELN) e grafites em ações que o #ELN não desenvolveu", indicou o grupo rebelde em sua conta no Twitter.

Após a deposição das armas pelas Farc no fim de junho, a missão das Nações Unidas na Colômbia supervisiona o recolhimento e a destruição do armamento de guerrilha em mais de 770 esconderijos no país.

O processo de recolher o armamento deve ser concluído até 1º de setembro e conta com o apoio da força pública colombiana. Também participam dele ex-combatentes das Farc, que foram a principal e mais antiga guerrilha da América Latina.

O governo de Juan Manuel Santos e as Farc, em processo de transição para se tornar um movimento político legal, assinaram em novembro passado um acordo de paz, após quatro anos de negociações em Cuba.

Segundo o governo, cerca de 300 rebeldes não adotaram o pacto e se declararam em dissidência. Tanto o Executivo como as Farc consideram que eles permanecem armados por interesses econômicos relacionados ao narcotráfico.

Os dissidentes não terão os benefícios do acordo de paz e serão tratados com bandidos comuns, segundo o governo.

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