Campanha contra grupo Estado Islâmico entra no quarto ano

Washington, 7 Ago 2017 (AFP) - A campanha da coalizão liderada pelos Estados Unidos para destruir o grupo Estado Islâmico no Iraque e na Síria entra esta semana em seu quarto ano. O Pentágono acredita que a derrota dos extremistas é inevitável.

No dia 8 de agosto de 2014, dois aviões FA-18 deixaram o porta-aviões USS George W. Bush, no Golfo, e lançaram bombas guiadas a laser de 227 quilos sobre os combatentes do EI perto de Arbil, no norte do Iraque.

Essa ação marcou o início de um intenso bombardeio aéreo que depois foi aumentado pelo treinamento e equipamento das forças locais para combater o EI, primeiro no Iraque e depois na Síria.

O grupo EI tornou-se o centro das atenções em 2014, quando atravessou o norte do Iraque e a Síria, tomando cidades importantes como Mossul e Raqa, e deixando um rastro de morte e barbárie.

No auge de seu avanço, o EI tomou aproximadamente 104.000 quilômetros quadrados de território e chegou a ameaçar Bagdá, com muitas unidades militares iraquianas ruindo à medida que os extremistas se aproximavam.

"Eles tinham oito milhões de pessoas mantidas cruelmente em cativeiro por seu governo e vivendo na miséria, muitos forçados ao status de refugiados e (submetidos) à depravação", disse o porta-voz do Pentágono, capitão da Armada Jeff Davis.

Passados três anos do início da campanha, 70% do território que havia sido conquistado pelo EI no Iraque foram recuperados, e o mesmo ocorreu com 50% na Síria.

"Nem uma polegada desse território que libertamos foi retomado pelo ISIS", disse Davis, usando o acrônimo do grupo.

"O ISIS está enfrentando sua inevitável derrota. Nós venceremos e eles perderão", acrescentou.

A coalizão liderada pelos Estados Unidos é integrada por 69 países, embora poucos participem da campanha aérea e das missões de treinamento.

Apesar de os especialistas preverem o eventual colapso do autodeclarado "califado" do EI, os extremistas se defenderam convidando seus seguidores a lançar ataques terroristas no mundo todo.

Em 26 de julho de 2017, a coalizão realizou 13.221 ataques no Iraque e 10.701 na Síria, para um total de 23.922 ataques, a um custo diário de 13,6 milhões de dólares.

A luta contra o EI tem sido alvo de constantes bombardeios, frequentemente em áreas urbanas.

A coalizão admitiu ter matado 624 civis agora, embora os observadores digam que o número real é muito maior.

"Embora essa seja a campanha mais precisa na história da guerra, civis morrem na guerra, essa é a triste verdade", disse Davis.

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