Ex-presidente argentino Menem tem impugnada pré-candidatura ao Senado

Buenos Aires, 7 Ago 2017 (AFP) - A Câmara Nacional Eleitoral da Argentina decidiu, nesta segunda-feira, impugnar a pré-candidatura do ex-presidente Carlos Menem, que tenta um novo mandato como senador nas primárias do próximo domingo para evitar uma sentença à prisão.

A autoridade eleitoral tomou essa decisão porque Menem, de 87 anos, foi condenado a sete anos de prisão por venda ilegal de armas para Croácia e Equador entre 1991 e 1995.

Nessa sentença, emitida em 2013, o ex-presidente argentino também foi inabilitado para exercer cargos públicos por 14 anos.

Na Argentina não há limite de idade para ser candidato a uma banca parlamentar.

Excetuando-se uma manobra judicial de última hora, Menem não poderá voltar a ser eleito nas parciais de 22 de outubro.

"Deve ser deixada sem efeito a oficialização da pré-candidatura impugnada [de Menem], devendo, portanto, a lista 'La Rioja Federal' do Frente Justicialista Riojano proceder a sua adequação", disse a Câmara Nacional Eleitoral em seu texto, que deu uma sentença contra um juiz eleitoral e da Procuradoria.

Surgido do movimento peronista, Menem foi presidente da terceira economia da América Latina no final do século XX, quando realizou profundas reformas neoliberais.

Desde 2005, é senador pela província de La Rioja, seu reduto.

Menem foi condenado em 2013 a sete anos de prisão por contrabando de armas para Croácia e Equador durante o seu mandato. No primeiro caso, pesava uma acusação internacional, e no segundo a Argentina era patrocinadora da paz no conflito com o Peru.

Sua condenação foi confirmada no fim de junho pela Câmara de Cassação Penal, o tribunal de mais alto escalão, mas atualmente a Suprema Corte está revisando um último recurso apresentado pelo político, nascido em 2 de julho de 1930.

Até agora os seus foros parlamentares impedem que possa ser preso, e por sua idade avançada poderia solicitar o benefício da prisão domiciliar.

Menem também é um dos acusados em um julgamento iniciado em 2015 pelo suposto desvio de provas na investigação do pior atentado da história argentina, que destruiu a sede da mutual judaica AMIA em 1994, deixando 85 mortos e 300 feridos.

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