Militante de Hong Kong diz ter sido sequestrado por agentes chineses

Hong Kong, 11 Ago 2017 (AFP) - Um militante de um partido pró-democracia de Hong Kong afirmou nesta sexta-feira que agentes chineses o sequestraram e agrediram, depois que ele comunicou sua intenção de enviar uma foto autografada pelo jogador Lionel Messi à viúva do dissidente chinês Liu Xiaobo.

Howard Lam, membro do Partido Democrático, fez essas acusações durante uma coletiva de imprensa em que mostrou várias marcas de grampos metálicos em suas pernas e hematomas vermelhos na barriga.

Ele contou que os homens que o sequestraram falavam mandarim, idioma majoritário na China, mas não em Hong Kong, que fala cantonês.

Além disso, ele teria recebido uma ligação de um homem falando em nome das autoridades chinesas e aconselhando que não entregasse a foto de Messi a Liu Xia, a viúva do falecido Prêmio Nobel da Paz Liu Xiaobo.

Lam explicou em seu Facebook que recebeu uma foto com o autógrafo do astro do Barcelona dirigida a Xiaobo e que queria enviá-la à viúva.

A ex-colônia britânica de Hong Kong é, desde 1997, uma região semiautônoma chinesa que goza, em teoria, de uma liberdade inédita em comparação com o continente. Mesmo com os habitantes temendo um aumento do controle chinês sobre seu território, os agentes chineses não podem intervir em Hong Kong.

Liu Xiaobo morreu de câncer de fígado em 13 de julho em um hospital na China. Ele estava condenado a 11 anos de prisão por subversão, mas as autoridades chinesas afirmaram que o deixaram sair da cadeia para se tratar.

Segundo o advogado de sua viúva, ela desapareceu e não falou com ninguém desde o dia anterior à morte do dissidente.

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