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Internacional

Justiça dos EUA decide extraditar ao Panamá ex-presidente Martinelli

31/08/2017 18h51

Miami, 31 Ago 2017 (AFP) - Um juiz federal americano decidiu nesta quinta-feira em Miami a favor da extradição do ex-presidente do Panamá Ricardo Martinelli, requerido pela justiça de seu país por cargos de espionagem.

"Ordena-se e aprova-se que a moção do governo para que se certifique a extradição do presidente Martinelli seja concedida", escreveu o juiz federal Edwin Torres em sua decisão, como apontam os documentos judiciais.

A justiça do Panamá tem cerca de 200 investigações abertas sobre o governo de Martinelli (2009-2014), incluindo a criação de uma enorme rede de espionagem a adversários e jornalistas.

Martinelli, que reside em Miami desde 2015, foi preso nesta cidade em 12 de junho e desde então está em uma prisão federal.

Em sua decisão, o juiz Torres do Tribunal Federal do Distrito Sul da Flórida disse que "existe evidência suficiente para estabelecer a causa provável para todos as acusações contra o presidente Martinelli".

"Encontramos causas razoáveis para supor que ele é culpado por todas ou algumas das ofensas das quais é acusado", prosseguiu.

Para o porta-voz Martinelli, Luis Eduardo Camacho, dijo al canal panamenho Telemetro que o ex-presidente apelará a da decisão.

"O juiz Torres está equivocado em seu veredito e por isso cabe a nós interpor os recursos que forem necessários para reverter a decisão", disse Camacho.

"Consideramos que Martinelli está preparado para um processo longo, sem dúvida", acrescentou.

Os advogados de Martinelli em Miami contactados pela AFP não confirmaram até o momento a intenção de apelar da decisão do juiz.

Tanto Martinelli como seus apoiadores acusam o governo de Juan Carlos Varela de manter uma "perseguição política" contra ele por ter tirado o atual governante de seu cargo do chanceler em 2011.

Um dúzia de ministros do governo de Martinelli foram presos ou têm medidas cautelares.

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