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Líder do Hezbollah libanês diz ter encontrado presidente sírio

31/08/2017 13h51

Beirute, 31 Ago 2017 (AFP) - O chefe do Hezbollah xiita libanês, Hassan Nasrallah, que vive em um local secreto há uma década, afirmou nesta quinta-feira (31) ter ido a Damasco para pedir ao presidente Bashar al-Assad para aceitar um acordo de evacuação de extremistas do Líbano para a Síria.

Hassan Nasrallah, de 57 anos, fez poucas aparições desde a guerra de 2006 entre seu poderoso partido armado e Israel. Em 2014, revelou que mudava com frequência o local de sua residência.

"Fui até o presidente Bashar al-Assad. Fui pessoalmente a Damasco", declarou ele em um discurso transmitido em um telão para milhares de seus partidários em Baalbeck (leste), sem especificar a data da visita que aconteceu antes da conclusão do acordo, no último final de semana.

Aliado do regime sírio, o líder do Hezbollah fazia referência ao acordo de evacuação entre seu partido e o grupo Estado Islâmico (EI), em virtude do qual os combatentes extremistas foram evacuados da fronteira sírio-libanesa com destino ao leste da Síria, no limite com o Iraque.

O acordo foi duramente criticado pela coalização internacional que combate os extremistas islâmicos, por Bagdá e pelo Líbano.

Hassan Nasrallah justificou este acordo pela necessidade de obter do EI o local onde estão enterrados os corpos de oito soldados libaneses sequestrados em 2014.

Ele indicou que disse ao presidente sírio ter "uma causa humanitária, desejamos ajuda", aceitando que os extremistas sejam levados para o leste sírio.

"Só saberíamos o destino desses soldados sequestrados por meio deste compromisso", acrescentou.

De acordo com ele, o presidente Assad ficou desconfortável com o pedido.

"Ele me disse 'essa questão vai me colocar em uma posição embaraçosa'", afirmou o líder do Hezbollah, acrescentando que Assad acabou por aceitar a demanda.

O acordo foi concluído após uma semana de combates dos dois lados da fronteira libanesa contra os extremistas com o Exército libanês, de um lado, e o Hezbollah e o Exército sírio, do outro.

A saída do EI dessa área fronteiriça foi um dos últimos reveses sofridos pela organização extremista.

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