Conselho de trabalho dos EUA faz queixa à Tesla sobre direitos trabalhistas

San Francisco, 1 Set 2017 (AFP) - O Conselho Nacional de Relações do Trabalho (NLRB) dos Estados Unidos registrou uma queixa contra a Tesla na última quinta-feira (31), dizendo que as acusações de funcionários de violação de direitos trabalhistas têm validade.

A agência responsável por fiscalizar a aplicação da legislação trabalhista disse que a Tesla violou os direitos dos trabalhadores ao exigir que eles assinassem acordos de confidencialidade exaustivos. A documentação extensa pode impedir os funcionários de relatarem o descumprimento da legislação social, ou até problemas de segurança na fábrica do grupo em Fremont, na Califórnia.

O NLBR também disse estar investigando a Tesla por supostamente intimidar e assediar empregados, acusações que a fabricante de carros elétricos nega.

"Nos últimos meses, trabalhadores trouxeram questões sobre saúde e segurança, indenização e seu direito de falar disso", disse o sindicato dos trabalhadores de montadoras UAW em um comunicado.

"Isso acontece, apesar de eles terem assinado documentos indicando que podem enfrentar demissões, ou processos criminais, por falarem publicamente, ou para a imprensa, sobre o que viram e sobre suas condições de trabalho", afirma.

A Tesla deve responder às acusações do NLRB até 14 de setembro. Em 14 de novembro, o conselho vai realizar uma audiência perante um juiz administrativo em Oakland.

"Essa alegações, que foram registradas pelo mesmo contingente de sindicalistas, que falaram tanto com a mídia, são totalmente inválidas", afirmou a Tesla em uma nota.

"Obviamente, vamos responder ao processo do NLRB", frisou.

O UAW está tentando sindicalizar os dez mil funcionários da fábrica de Fremont, alegando que a empresa tem um registro de segurança fraco - acusação que é negada veementemente.

"Desde que eu vim para a Tesla, está claro para mim que depende dos funcionários garantir que estejamos seguros e sejamos tratados com justiça", disse Jonathan Galescu, produtor associado da Tesla, no comunicado do UAW.

"Eu me uni a outros para registrar a queixa, mas também fiz isso pelos meus colegas. Eles precisam saber que nós temos direitos e que podemos falar sobre o que estamos vendo e passando", disse.

O fundador da Tesla, o milionário Elon Musk, criticou a ação do sindicato e negou as acusações de que a fábrica de Fremont não seja segura.

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