EUA planejam patrulhas regulares no Mar da China Meridional

Washington, 2 Set 2017 (AFP) - O Pentágono planeja realizar patrulhas mais regulares no Mar da China Meridional, a um ritmo de duas ou três por mês, para defender a liberdade de navegação nas águas reivindicadas por Pequim, informou o Wall Street Journal neste sábado.

De acordo com o jornal americano, o objetivo é assumir uma posição mais firme em relação às reivindicações marítimas da China, ao invés de continuar com a tática da administração de Barack Obama, a de tratar caso a caso.

As autoridades americanas se recusaram a especificar onde ou quando as novas patrulhas serão realizadas, mas asseguraram ao jornal que o plano desenvolvido pelo Comando do Pacífico contempla duas ou três operações mensais de "liberdade de navegação" nos próximos meses.

As futuras patrulhas também poderiam incluir aeronaves militares e navios de guerra, de acordo com o veículo.

Desde que o presidente Donald Trump assumiu o poder em janeiro três operações de "liberdade de navegação" foram concluídas.

A última foi realizada pelo USS John S. McCain, um destróier que colidiu com um petroleiro há alguns dias em Cingapura, em um acidente no qual 10 marinheiros morreram.

Durante o governo Obama, a Marinha dos Estados Unidos realizou quatro operações semelhantes no Mar da China Meridional, onde Pequim tem aumentado suas reivindicações construindo ilhas artificiais com portos, estradas e outras infraestruturas.

Pequim reivindica quase todo o Mar da China Meridional, por onde passam anualmente mercadorias avaliadas em bilhões de dólares e onde acredita-se existir grandes depósitos de gás e petróleo.

Vietnã, Filipinas, Malásia, Brunei e Taiwan reivindicam sua soberania.

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